terça-feira, 15 de abril de 2008

Os Mapas Conceptuais - importância no ensino

Como instrumentos de ensino, os Mapas Conceptuais são diagramas hierárquicos que visam a representação de uma estrutura conceptual, de acordo com um conjunto de conhecimentos. São instrumentos simples, bastante inovadores do ponto de vista educacional e do currículo, indicando os conceitos e as relações entre os mesmos. Constituem uma importante estratégia metacognitiva, levando os alunos a pensarem por eles, a serem capazes de aprender com os seus próprios trabalhos e construções.
Existem várias formas de construir mapas conceptuais, ou seja, diferentes maneiras de elaborar os seus conceitos e relações num diagrama. Estão ligados com as relações significativas entre conceitos, na forma de proposições mais importantes e tentam evidenciar os significados conceptuais subjacentes, utilizando uma linguagem explícita e concisa.
Os mapas conceptuais embora tenham sido usados pela primeira vez por Joseph Novak, têm a sua fundamentação teórica na teoria de Ausubel, um psicólogo educacional. Embora Ausubel não fale em mapas conceptuais de uma forma directa, eles decorrem da sua teoria. Ele foi um autor que se centrava na teoria da aprendizagem significativa e considera que esta ocorre quando uma nova informação se fixa em conceitos que existem na estrutura cognitiva do aprendiz. A sua teoria é cognitiva, procurando explicar teoricamente o processo de aprendizagem segundo uma linha cognitivista/ construtivista. De acordo com este autor, numa estrutura conceptual, os conceitos mais gerais e inclusivos são colocados no topo dos mapas, depois encontram-se os conceitos intermédios, menos abrangentes e na parte final os conceitos específicos ou pouco inclusivos, existindo assim, uma hierarquia entre os conceitos.
De um modo geral, os mapas conceptuais podem ser usados como instrumentos de avaliação da aprendizagem, como recurso de ensino ou de análise e planeamento do currículo.
Relativamente ao primeiro aspecto, existem neles muitas potencialidades como instrumentos de avaliação. Nesta avaliação através de mapas conceptuais, é importante avaliar o que aluno sabe em termos conceptuais, ou seja, como ele hierarquiza, relaciona, diferencia, estrutura e integra conceitos de determinada disciplina / unidade de estudo.
Como recurso de ensino, os mapas conceptuais podem ser usados para mostrar as relações hierárquicas significativas entre os conceitos envolvidos numa aula, numa unidade de estudos ou curso inteiro. Assim, destacam relações de hierarquia entre conceitos que afectam os mesmos e por tal, são facilitadores de aprendizagens significativas. Os mapas conceptuais podem ser usados nas mais diversas áreas ou disciplinas e na escola e o professor deve ajudar os alunos a traçarem os seus próprios mapas. A sua elaboração consiste numa técnica de análise para ilustrar uma estrutura conceptual.
No que diz respeito à análise e planeamento do currículo, os mapas conceptuais abrangem vários níveis, tendo em conta o que está a ser considerado. Eles permitem mostrar de uma forma pormenorizada, os conhecimentos, ordenando e relacionando os conceitos.
Em síntese, não há dúvidas de que os mapas conceptuais têm grandes potencialidades no processo de ensino-aprendizagem, facilitando aprendizagens significativas e a construção de conhecimentos de uma forma não mecânica. Constituem uma técnica que não se baseia no ensino transmissivo e são de carácter essencialmente qualitativo. O professor pode usá-los como recursos didácticos visando representar a estrutura conceptual de um corpo de conhecimentos nos alunos. Podem ser extremamente úteis para um bom planeamento do currículo ao abrangerem conceitos abrangentes, unificadores e integradores das aprendizagens.

Bibliografia:
MOREIRA, Marco; BUCHWEITZ, Bernardo (1993). Novas Estratégias de Ensino e Aprendizagem: Os Mapas Conceptuais e o Vê Epistemológico. Amadora: Plátano Editora.

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