sábado, 26 de abril de 2008

As Novas Tecnologias e a Imagem

O aparecimento das novas tecnologias da comunicação e da informação originou grandes mudanças na sociedade, a par da imprensa e da electrónica. Não só nestes campos elas contribuíram para mudanças significativas, como também para o desenvolvimento da estrutura cognitiva e social das pessoas. O conhecimento é o recurso mais importante de toda a economia global em todos os sectores da sociedade e as várias modalidades de informação cada vez mais se diversificam (Contín, 2002).
Actualmente, há a necessidade de utilização de novos meios para organizar e aceder à informação, contudo, com a quantidade de informação que temos à nossa disposição, será impossível conhecermos tudo na sua totalidade (Bartolomé, 2002).
Durante a vida académica, as pessoas recebem a maior parte da informação através das palavras orais por parte do professor ou escritas que estão presentes nos livros. Com a evolução instalou-se uma sociedade audiovisual no mundo familiar e social das pessoas, principalmente com a televisão. Além das palavras, a imagem começou a adquirir grande importância. A título de exemplo, em muitos países industrializados, ver televisão é a actividade que ocupa o terceiro lugar no quotidiano das pessoas (Bartolomé, 2002).
A imagem audiovisual desenvolve o pensamento visual e relaciona-se com a aquisição de valores, produtos culturais de reconhecimento social e resultados económicos por causa de campanhas de publicidade. As imagens trabalhadas no computador contribuem para a educação do sentido estético, desenvolvendo nas pessoas um pensamento autónomo e criatividade própria. Não quer dizer que as técnicas tradicionais deixem de existir mas é possível trabalhar a percepção de uma nova realidade como uma técnica de expressão que torna possível uma nova leitura comunicativa da imagem. O computador é um instrumento com grandes potencialidades para manipular a imagem e interagir-se com ela e tem enormes vantagens para as expressões artísticas no tratamento de imagens criadas ou digitalizadas. As novas tecnologias da imagem relacionam-se com o uso do computador e também do vídeo digital, fotografia digital, fotocopiadoras, programas informáticos como o Cad, desenho gráfico, Paint, entre outros (Perpiñán, 2002).
Relativamente ao vídeo, ele tem grandes potencialidades e ainda mais se estiver relacionado com conteúdos didácticos. É uma ferramenta muito útil porque além de ter a parte sonora, mostra as imagens para cativar a atenção e motivação das pessoas através da audição e sonorização dos que o visualizam sendo muito importante para a aprendizagem através da observação. Este instrumento ajuda o professor pois capta todos os momentos e pode ser visualizado as vezes necessárias, captando-se a informação pretendida (Vizcaíno, 2002).
Por outro lado, os videojogos assumem cada vez mais um papel educativo, desenvolvendo capacidades de envolvimento no trabalho de cooperação e de tomada de decisões, pois os alunos têm que pensar antes de agir em determinada situação do jogo. Através destes jogos com função de divertimento, os alunos adquirem muita informação (Bartolomé, 2002).

Bibliografia:
BARTOLOMÉ, Antonio (2002). “Sociedade del conocimiento, sociedad de la información, escuela” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 13-30.

CONTÍN, Sílvia (2002). “Internautas del idioma: como desarrolar la competecia hipertextual en los adolescentes?” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 79- 92.

PERPIÑÁN, Avelino (2002). “Las Nuevas Tecnologias y su implicación artística en la educación secundaria” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 93-102.

VIZCAÍNO, Fernando (2002). “La tecnología para el uso y la creación de materiales curriculares en el aula” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 45-52.

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