No âmbito das investigações que realizei para a construção deste blog, fiquei muito surpreendida ao perceber as vantagens da construção de um mapa conceptual para a aquisição dos conhecimentos.
Neste enquadramento, decidi planificar uma aula prática com os meus alunos, na qual eles foram construtores do seu trabalho, mas sempre com a minha orientação para esclarecer eventuais dúvidas. O assunto temático era relacionado com as famílias dos instrumentos musicais e no início, expliquei com muito cuidado o que consistia um mapa conceptual e as suas características, pois este conceito era desconhecido por todos. O trabalho foi realizado por alunos do 3º ano de escolaridade e durante o processo de construção, começaram por indicar os conceitos mais gerais e depois os mais específicos, respeitando sempre as relações entre os mesmos.
Para que a realização deste trabalho fosse possível, tive que levar o meu computador pessoal, porque a escola possui apenas um computador na sala dos professores. Desta forma, também tive como objectivo a promoção do contacto dos alunos com as novas tecnologias, nomeadamente com o uso do computador, porque além de não existir nenhum na sala de aula, a maior parte dos alunos da turma não possui computador em casa. É de salientar que apesar de vivermos na era das TIC, onde diariamente se fala de uma sociedade cada vez mais informatizada, constatamos as carências de muitas escolas que não possuem meios financeiros para a aquisição de materiais informáticos.
Por último, considero que consegui cativar a motivação de todos os alunos durante a realização deste trabalho e esta experiência foi extremamente inovadora e enriquecedora.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Estudo Prático "Construção de um Mapa Conceptual"
A utilização do computador
As inovações tecnológicas abrangeram várias instituições e começaram a existir novos paradigmas na educação com a cultura de uma informação intensiva com base no audiovisual. Com o fenómeno da digitalização, o computador revolucionou e impôs uma transformação sem igual em todos os âmbitos da actividade humana. Este período de desenvolvimento, é designado como a era da informática, a era da comunicação, a era da tecnologia e a incorporação da tecnologia informática no curriculum educativo constituiu um desafio à mudança.
Os computadores electrónicos foram inventados para satisfazerem as necessidades educativas e estão a transformar o mundo. O uso destes meios potencia a eficácia na aprendizagem da aritmética, desenvolvendo estratégias de resolução de problemas. A aprendizagem mediante o computador permite que se cumpra o desejo de o aluno ser o construtor da sua própria aprendizagem. Contudo, o uso do computador de uma forma eficaz nas turmas requer muito esforço. Os professores devem trabalhar para conseguirem criar um envolvimento entre os objectivos propostos e os mesmos serem alcançados de uma forma natural, através de um ambiente de descoberta do conhecimento a partir da experiência. Desta forma, o trabalho do professor, as administrações escolares e as tecnologias das comunicações contribuem para uma mudança do paradigma do sistema escolar.
Para uma integração tecnológica satisfatória, é necessário que exista apoio e colaboração nos centros educativos. A escola deve possuir professores informatizados e eles devem ser os primeiros a assumir o compromisso do processo. Neste âmbito, é necessário desenvolver programas permanentes de inovação tecnológica e os professores devem ter tempo e vontade para reestruturarem o seu curriculum em prol da tecnologia. Os programas devem ser úteis, estimulando a criatividade, permitindo que os alunos tomem decisões, modifiquem modelos prévios e adoptem um alternativo.
No mundo actual, todas as pessoas que vão ocupar actividades profissionais no futuro, devem possuir sólidos conhecimentos sobre a área da tecnologia da informação e sobre a integração das diversas morfologias da informação, entre as quais, a imagem, som, textos e grafismos. Assim, os cidadãos vão ser melhor preparados para competir no século XXI, possuindo uma educação douradora e de qualidade.
Bibliografia:
POOLE, Bernard (1999). Tecnología Educativa: Educar para la sociocultura de la comunicación y del conocimiento. Madrid: McGraw-Hill / Interamericana de España, S. A. U. 2ª edição.
Os computadores electrónicos foram inventados para satisfazerem as necessidades educativas e estão a transformar o mundo. O uso destes meios potencia a eficácia na aprendizagem da aritmética, desenvolvendo estratégias de resolução de problemas. A aprendizagem mediante o computador permite que se cumpra o desejo de o aluno ser o construtor da sua própria aprendizagem. Contudo, o uso do computador de uma forma eficaz nas turmas requer muito esforço. Os professores devem trabalhar para conseguirem criar um envolvimento entre os objectivos propostos e os mesmos serem alcançados de uma forma natural, através de um ambiente de descoberta do conhecimento a partir da experiência. Desta forma, o trabalho do professor, as administrações escolares e as tecnologias das comunicações contribuem para uma mudança do paradigma do sistema escolar.
Para uma integração tecnológica satisfatória, é necessário que exista apoio e colaboração nos centros educativos. A escola deve possuir professores informatizados e eles devem ser os primeiros a assumir o compromisso do processo. Neste âmbito, é necessário desenvolver programas permanentes de inovação tecnológica e os professores devem ter tempo e vontade para reestruturarem o seu curriculum em prol da tecnologia. Os programas devem ser úteis, estimulando a criatividade, permitindo que os alunos tomem decisões, modifiquem modelos prévios e adoptem um alternativo.
No mundo actual, todas as pessoas que vão ocupar actividades profissionais no futuro, devem possuir sólidos conhecimentos sobre a área da tecnologia da informação e sobre a integração das diversas morfologias da informação, entre as quais, a imagem, som, textos e grafismos. Assim, os cidadãos vão ser melhor preparados para competir no século XXI, possuindo uma educação douradora e de qualidade.
Bibliografia:
POOLE, Bernard (1999). Tecnología Educativa: Educar para la sociocultura de la comunicación y del conocimiento. Madrid: McGraw-Hill / Interamericana de España, S. A. U. 2ª edição.
A Expressão Musical e as Novas Tecnologias
A implementação das novas tecnologias na área da educação musical, originou uma concepção mais ampla da música, facilitando a audição, a interpretação, a criatividade musical e o intercâmbio entre informações musicais. Nos dias de hoje, o computador faz parte dos processos musicais de criação, interpretação, gravação e reprodução, numa altura em que os suportes analógicos estão a substituir os suportes digitais. Com a aplicação da informática musical, utilizam-se os MIDI e discos compactos que oferecem grandes possibilidades à música. Existe a relação entre a música e os computadores, renovando o panorama musical nos últimos anos através do enriquecimento de novos sons, novos instrumentos, tratamento do material musical e mais especificamente, novas maneiras de se fazer, pensar e escutar música.
Assim, a criatividade musical deixou de ter limites com o uso das novas tecnologias. Os músicos podem mesmo trabalhar com efeitos especiais e sons manipulados através do uso de sintetizadores. Os próprios compositores usam estes novos meios técnicos para se expressarem. Compor música deve ser uma tarefa natural e os professores podem construir os seus próprios materiais didácticos, se possuírem um computador dotado de um software relacionado com a edição musical. Estas propostas de aplicação didáctica da informática musical conduziram a um aumento significativo dos programas musicais pois os professores conseguem criar as suas partituras, exercícios e grafias musicais (Royo, 2000).
Existem exercícios deveras interessantes sobre as características musicais dos sistemas multimédia, que incluem a composição musical no ensino e programas de software “software de EAO”, “The miracle Piano Teaching System” e “software Tooworks”. Criaram-se também teclados de música electrónica como complemento ao sistema multimédia. Eles podem ser programados de forma a proporcionar ritmo, harmonia, timbre e outras características próprias da música. A título de comparação, os teclados de música electrónica configuram os programas de música, como um processador de texto configura a produção de um texto.
Estes teclados permitem a produção de um som através de um clique no teclado do computador e este processo proporciona aos alunos a experimentação de diferentes sons, de acordo com os que gostam mais. Neste processo de experimentação, desenvolvem as suas habilidades com o teclado (Poole, 1999).
Actualmente o áudio é um dos recursos mais acessíveis a todas as pessoas através de leitores de MP3 que comportam um reduzido tamanho de ficheiros, walkmans, discman e é importante que os alunos possam manipular estes materiais. Na escola o professor pode utilizar estes meios, como por exemplo, utilizar um cd gravado com informações que complementem a matéria que está a ensinar ou fazer uma gravação de apresentações musicais realizadas pelos alunos (Vizcaíno, 2002).
Bibliografia:
POOLE, Bernard (1999). Tecnología Educativa: Educar para la sociocultura de la comunicación y del conocimiento. Madrid: McGRAW-HILL/ INTERAMERICANA DE ESPAÑA, S. A. U. 2ª Edição.
ROYO, Cristina (2000). “Nuevas tecnologías aplicadas a la didáctica de la música”. In SERNA, Manuel; ARIZA, José (coords.). Nuevas Tecnologías aplicadas a las Didácticas Especiales. Madrid: Ediciones Pirâmide. pp: 109- 133.
VIZCAÍNO, Fernando (2002). “La tecnología para el uso y la creación de materiales curriculares en el aula” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 45-52.
Assim, a criatividade musical deixou de ter limites com o uso das novas tecnologias. Os músicos podem mesmo trabalhar com efeitos especiais e sons manipulados através do uso de sintetizadores. Os próprios compositores usam estes novos meios técnicos para se expressarem. Compor música deve ser uma tarefa natural e os professores podem construir os seus próprios materiais didácticos, se possuírem um computador dotado de um software relacionado com a edição musical. Estas propostas de aplicação didáctica da informática musical conduziram a um aumento significativo dos programas musicais pois os professores conseguem criar as suas partituras, exercícios e grafias musicais (Royo, 2000).
Existem exercícios deveras interessantes sobre as características musicais dos sistemas multimédia, que incluem a composição musical no ensino e programas de software “software de EAO”, “The miracle Piano Teaching System” e “software Tooworks”. Criaram-se também teclados de música electrónica como complemento ao sistema multimédia. Eles podem ser programados de forma a proporcionar ritmo, harmonia, timbre e outras características próprias da música. A título de comparação, os teclados de música electrónica configuram os programas de música, como um processador de texto configura a produção de um texto.
Estes teclados permitem a produção de um som através de um clique no teclado do computador e este processo proporciona aos alunos a experimentação de diferentes sons, de acordo com os que gostam mais. Neste processo de experimentação, desenvolvem as suas habilidades com o teclado (Poole, 1999).
Actualmente o áudio é um dos recursos mais acessíveis a todas as pessoas através de leitores de MP3 que comportam um reduzido tamanho de ficheiros, walkmans, discman e é importante que os alunos possam manipular estes materiais. Na escola o professor pode utilizar estes meios, como por exemplo, utilizar um cd gravado com informações que complementem a matéria que está a ensinar ou fazer uma gravação de apresentações musicais realizadas pelos alunos (Vizcaíno, 2002).
Bibliografia:
POOLE, Bernard (1999). Tecnología Educativa: Educar para la sociocultura de la comunicación y del conocimiento. Madrid: McGRAW-HILL/ INTERAMERICANA DE ESPAÑA, S. A. U. 2ª Edição.
ROYO, Cristina (2000). “Nuevas tecnologías aplicadas a la didáctica de la música”. In SERNA, Manuel; ARIZA, José (coords.). Nuevas Tecnologías aplicadas a las Didácticas Especiales. Madrid: Ediciones Pirâmide. pp: 109- 133.
VIZCAÍNO, Fernando (2002). “La tecnología para el uso y la creación de materiales curriculares en el aula” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 45-52.
As Tecnologias na Educação
As novas tecnologias determinam concepções inovadoras para qualquer tipo de educação e produzem mudanças tecnológicas a uma grande velocidade. Elas estão ligadas às mais variadas áreas curriculares, como a língua materna, línguas estrangeiras, literatura, ciências (ecologia e meio ambiente), expressão musical e físico-motora, na educação infantil, primária, especial e educação de adultos. Os computadores ajudam a melhorar as competências comunicativas, possibilitam o tratamento digital de códigos (musicais, audiovisuais e icónicos), permitem uma facilidade na construção das mensagens, constituem-se como novos meios para a construção do conhecimento, facilitam novas formas para aprender conteúdos das ciências, humanidades e tecnologias e aumentam as possibilidades de acesso (Serna & Ariza, 2000).
Neste enquadramento, Delacôte (1997) considera que a tecnologia implica inovações tecnológicas, pressupondo o saber interactivo e personalizado, a existência de uma oportunidade para realizar uma tarefa, a busca de informação e a complementaridade entre as fontes de informação. Os suportes electrónicos de aprendizagem pressupõem a interacção, através da manipulação, da investigação, da observação e do contacto com várias pessoas. Assim, deve haver uma ampliação dos recursos pedagógicos que os docentes têm à disposição para um enriquecimento das práticas (pressupondo a crítica e reflexão sobre os resultados).
Por outro lado, Velasco (2000) classifica os meios utilizados no ensino em três grupos: meios tradicionais (discurso do professor, diálogos, debates, colóquios, textos, ilustrações, fichas de exercícios), meios tradicionais técnicos (projectores com diapositivos, transparências e películas, os retroprojectores, montagens audiovisuais, vídeo, rádio e televisão) e os meios tecnológicos (computadores, vídeos interactivos, telecomunicações, multimédia). Estes novos meios tecnológicos permitem a interacção em todo o processo de ensino-aprendizagem e na aprendizagem individualizada. São baseados em processos de comunicação, no tratamento automático da informação e requerem o uso de sofisticados instrumentos técnicos e programas adequados. Estes programas no ensino devem dar resposta aos objectivos pedagógicos, aos requisitos prévios e a actividades intelectuais que levem o aluno à acção.
Bibliografia:
DELACÔTE, Goéry (1997). Ensenãr e aprender con nuevos métodos: La revolución cultural de la era electrónica. Barcelona: Editorial Gedisa S. A.
SERNA, Manuel; ARIZA, José (coords.). (2000). Nuevas Tecnologías aplicadas a las Didácticas Especiales. Madrid: Ediciones Pirâmide.
VELASCO, António (2000). “Nuevas tecnologías aplicadas a la didáctica de la lengua y la literatura” In SERNA, Manuel; ARIZA, José (coords.). Nuevas Tecnologías aplicadas a las Didácticas Especiales. Madrid: Ediciones Pirâmide.
Neste enquadramento, Delacôte (1997) considera que a tecnologia implica inovações tecnológicas, pressupondo o saber interactivo e personalizado, a existência de uma oportunidade para realizar uma tarefa, a busca de informação e a complementaridade entre as fontes de informação. Os suportes electrónicos de aprendizagem pressupõem a interacção, através da manipulação, da investigação, da observação e do contacto com várias pessoas. Assim, deve haver uma ampliação dos recursos pedagógicos que os docentes têm à disposição para um enriquecimento das práticas (pressupondo a crítica e reflexão sobre os resultados).
Por outro lado, Velasco (2000) classifica os meios utilizados no ensino em três grupos: meios tradicionais (discurso do professor, diálogos, debates, colóquios, textos, ilustrações, fichas de exercícios), meios tradicionais técnicos (projectores com diapositivos, transparências e películas, os retroprojectores, montagens audiovisuais, vídeo, rádio e televisão) e os meios tecnológicos (computadores, vídeos interactivos, telecomunicações, multimédia). Estes novos meios tecnológicos permitem a interacção em todo o processo de ensino-aprendizagem e na aprendizagem individualizada. São baseados em processos de comunicação, no tratamento automático da informação e requerem o uso de sofisticados instrumentos técnicos e programas adequados. Estes programas no ensino devem dar resposta aos objectivos pedagógicos, aos requisitos prévios e a actividades intelectuais que levem o aluno à acção.
Bibliografia:
DELACÔTE, Goéry (1997). Ensenãr e aprender con nuevos métodos: La revolución cultural de la era electrónica. Barcelona: Editorial Gedisa S. A.
SERNA, Manuel; ARIZA, José (coords.). (2000). Nuevas Tecnologías aplicadas a las Didácticas Especiales. Madrid: Ediciones Pirâmide.
VELASCO, António (2000). “Nuevas tecnologías aplicadas a la didáctica de la lengua y la literatura” In SERNA, Manuel; ARIZA, José (coords.). Nuevas Tecnologías aplicadas a las Didácticas Especiales. Madrid: Ediciones Pirâmide.
Programa “Nónio Século XXI”
O programa Nónio-Século XXI foi criado no dia 4 de Outubro de 1996, no âmbito do campo de estudo das tecnologias de informação e comunicação na educação. Este programa é destinado à produção, aplicação e utilização generalizada das tecnologias de informação e comunicação no sistema educativo, seguindo as normas do Despacho Nº 232/ME/96, que visa designadamente, a melhoria das condições de funcionamento da escola e o sucesso do processo de ensino-aprendizagem; promover a qualidade e a modernização da administração do sistema educativo; desenvolver o mercado nacional de criação e edição de software para a educação com intuito de atingir objectivos pedagógico-didácticos e de gestão e, por último, contribuir para o progresso de uma sociedade de informação mais reflexiva e informada.
Este programa visa essencialmente fomentar actividades de consulta e pesquisa de dados, produção e edição de informação, selecção e análise, organização e gestão da informação e o intercâmbio com as escolas e demais instituições educativas.
No âmbito deste programa, realizou-se um estudo investigativo, designado "As Tecnologias de Informação e Comunicação: utilização pelos professores". Este trabalho foi desenvolvido pelo Departamento de Avaliação Prospectiva e Planeamento (DAPP) do Ministério da Educação, e revela alguns números que merecem particular atenção e reflexão, sobretudo porque mostram algumas orientações dos professores portugueses, nomeadamente:
- Mais de metade dos inquiridos (78%) consideram que as TIC ajudam os professores nas suas práticas lectivas;
- Um número considerável de professores (65%) assumiu que as TIC tornam mais simples os meios de leccionação;
- Cerca de metade (51%) diz ter recebido formação na área das TIC ao longo do percurso profissional;
- Por outro lado, 68% consideram que as TIC exigem novas competências na sala de aula, enquanto que 47% salientam que recorrem à pesquisa de informação na Internet, para documentar textos e outros materiais de acordo com a disciplina que leccionam;
- Mais de metade (62%) reconhece as potencialidades das TIC, na medida em que tornam as aulas mais motivadoras para os alunos, fomentando a aprendizagem;
- 52% revelam que as TIC encorajam os alunos a trabalhar num espírito de partilha, através da colaboração com os colegas de turma e neste contexto, 72% dos professores alegam que as TIC contribuem para a aquisição de conhecimentos mais sólidos.
Bibliografia:
In revista Educare - Educare Hoje, p.18.
Para mais informações, consultar a página deste programa na Internet:
http://www.giase.min-edu.pt/nonio/
Este programa visa essencialmente fomentar actividades de consulta e pesquisa de dados, produção e edição de informação, selecção e análise, organização e gestão da informação e o intercâmbio com as escolas e demais instituições educativas.
No âmbito deste programa, realizou-se um estudo investigativo, designado "As Tecnologias de Informação e Comunicação: utilização pelos professores". Este trabalho foi desenvolvido pelo Departamento de Avaliação Prospectiva e Planeamento (DAPP) do Ministério da Educação, e revela alguns números que merecem particular atenção e reflexão, sobretudo porque mostram algumas orientações dos professores portugueses, nomeadamente:
- Mais de metade dos inquiridos (78%) consideram que as TIC ajudam os professores nas suas práticas lectivas;
- Um número considerável de professores (65%) assumiu que as TIC tornam mais simples os meios de leccionação;
- Cerca de metade (51%) diz ter recebido formação na área das TIC ao longo do percurso profissional;
- Por outro lado, 68% consideram que as TIC exigem novas competências na sala de aula, enquanto que 47% salientam que recorrem à pesquisa de informação na Internet, para documentar textos e outros materiais de acordo com a disciplina que leccionam;
- Mais de metade (62%) reconhece as potencialidades das TIC, na medida em que tornam as aulas mais motivadoras para os alunos, fomentando a aprendizagem;
- 52% revelam que as TIC encorajam os alunos a trabalhar num espírito de partilha, através da colaboração com os colegas de turma e neste contexto, 72% dos professores alegam que as TIC contribuem para a aquisição de conhecimentos mais sólidos.
Bibliografia:
In revista Educare - Educare Hoje, p.18.
Para mais informações, consultar a página deste programa na Internet:
http://www.giase.min-edu.pt/nonio/
terça-feira, 29 de abril de 2008
Meios e materiais no ensino
As novas tendências pedagógicas dentro da reforma do contexto educativo, apontam para a utilização de novos meios, preconizando uma orientação construtivista da aprendizagem. Os meios no ensino constituem-se como elementos curriculares que desenvolvem capacidades cognitivas nos alunos, facilitando a captação e compreensão da informação, fomentando a aprendizagem. Qualquer tipo de meio, desde o mais complexo ao mais elementar, consiste num recurso didáctico em prol de alcançar objectivos, conteúdos e está de acordo com as características dos alunos e do processo de comunicação em que estão inseridos.
Existem diversos motivos que levam ao estudo da aplicação dos meios na educação em geral para se compreender a diversidade de meios que o professor dispõe e o conhecimento sobre a sua utilização didáctica.
Com a inovação vão aparecendo cada vez mais novos meios para serem utilizados no contexto educativo com o intuito de diversificar e melhorar a aprendizagem. Com a multiplicidade de meios à escolha, é necessário responsabilidade para seleccionar os mais adequados, tendo em consideração o público-alvo a quem se destinam. Todos os meios disponíveis devem ser considerados como elementos curriculares, desde os tradicionais (exemplo: televisão e o vídeo, aos modernos (exemplo: os digitais). No modelo tradicional os meios assumem um papel importante mas no ensino baseado nas novas tecnologias, ainda mais o são, chegando mesmo a serem imprescindíveis.
Os modelos educativos estão cada vez mais fundamentados e apoiados em recursos técnicos e se por um lado possuem grandes vantagens, por outro têm muitas limitações que reduzem as suas possíveis vantagens na educação. Um dos principais erros na introdução dos meios audiovisuais no contexto educativo, é a desadequação das suas mensagens e estruturas às necessidades do campo didáctico e dos intervenientes deste processo.
Os meios quer sejam tradicionais, quer sejam uma novidade, não estão independentes do sistema educativo, pelo contrário, estão inerentes a ele, preconizando um ensino de qualidade que possibilita aos alunos a interacção com novas técnicas .
Bibliografia:
CABERO, Julio et al (1999). Tecnología educativa. Madrid: Editorial Síntesis, S. A.
Existem diversos motivos que levam ao estudo da aplicação dos meios na educação em geral para se compreender a diversidade de meios que o professor dispõe e o conhecimento sobre a sua utilização didáctica.
Com a inovação vão aparecendo cada vez mais novos meios para serem utilizados no contexto educativo com o intuito de diversificar e melhorar a aprendizagem. Com a multiplicidade de meios à escolha, é necessário responsabilidade para seleccionar os mais adequados, tendo em consideração o público-alvo a quem se destinam. Todos os meios disponíveis devem ser considerados como elementos curriculares, desde os tradicionais (exemplo: televisão e o vídeo, aos modernos (exemplo: os digitais). No modelo tradicional os meios assumem um papel importante mas no ensino baseado nas novas tecnologias, ainda mais o são, chegando mesmo a serem imprescindíveis.
Os modelos educativos estão cada vez mais fundamentados e apoiados em recursos técnicos e se por um lado possuem grandes vantagens, por outro têm muitas limitações que reduzem as suas possíveis vantagens na educação. Um dos principais erros na introdução dos meios audiovisuais no contexto educativo, é a desadequação das suas mensagens e estruturas às necessidades do campo didáctico e dos intervenientes deste processo.
Os meios quer sejam tradicionais, quer sejam uma novidade, não estão independentes do sistema educativo, pelo contrário, estão inerentes a ele, preconizando um ensino de qualidade que possibilita aos alunos a interacção com novas técnicas .
Bibliografia:
CABERO, Julio et al (1999). Tecnología educativa. Madrid: Editorial Síntesis, S. A.
O ensino como um processo de comunicação
A comunicação é um elemento imprescindível no processo de ensino-aprendizagem. O ensino evolve um processo de comunicação, no qual não é possível a separação entre as questões didácticas e as comunicativas, pois devem complementar-se. Através da comunicação, os alunos e professores interagem em conjunto, expondo os seus conhecimentos, ideias e opiniões.
A aprendizagem é um processo natural de comunicação. As acções de ensinar e aprender passam por um processo de comunicação mas implica que se perceba a mensagem. O acto comunicativo requer um processo de intercâmbio entre o emissor e o receptor e vice-versa. Neste processo, o aluno vai adquirindo códigos e certos conteúdos presentes. Deve haver a compreensão das mensagens e de símbolos nas diversas fontes, de forma a adquirir-se uma competência comunicativa.
Por outro lado, além da relação humana, começou a haver também uma relação mecânica, nomeadamente com a maior interacção dos alunos com os novos instrumentos técnicos que estão a aparecer nos contextos educativos. Os novos canais de informação e comunicação assim como as redes (mais concretamente a Internet) possibilitam uma maior rapidez na transmissão da informação e comunicação, facilitando a relação entre o emissor e o receptor.
Nos dias de hoje, as novas tecnologias possibilitam o tratamento e reprodução das informações em códigos conhecidos. A Internet possibilita mesmo um ensino e comunicação à distância e a utilização das redes em educação, possibilita a existência de novos modos de ensino capazes de transformar a educação, dando uma nova orientação ao conceito de escola.
Bibliografia:
CABERO, Julio et al (1999). Tecnología educativa. Madrid: Editorial Síntesis, S. A.
A aprendizagem é um processo natural de comunicação. As acções de ensinar e aprender passam por um processo de comunicação mas implica que se perceba a mensagem. O acto comunicativo requer um processo de intercâmbio entre o emissor e o receptor e vice-versa. Neste processo, o aluno vai adquirindo códigos e certos conteúdos presentes. Deve haver a compreensão das mensagens e de símbolos nas diversas fontes, de forma a adquirir-se uma competência comunicativa.
Por outro lado, além da relação humana, começou a haver também uma relação mecânica, nomeadamente com a maior interacção dos alunos com os novos instrumentos técnicos que estão a aparecer nos contextos educativos. Os novos canais de informação e comunicação assim como as redes (mais concretamente a Internet) possibilitam uma maior rapidez na transmissão da informação e comunicação, facilitando a relação entre o emissor e o receptor.
Nos dias de hoje, as novas tecnologias possibilitam o tratamento e reprodução das informações em códigos conhecidos. A Internet possibilita mesmo um ensino e comunicação à distância e a utilização das redes em educação, possibilita a existência de novos modos de ensino capazes de transformar a educação, dando uma nova orientação ao conceito de escola.
Bibliografia:
CABERO, Julio et al (1999). Tecnología educativa. Madrid: Editorial Síntesis, S. A.
A tecnologia educativa e os meios de comunicação e informação
Existe uma forte relação entre a tecnologia educativa, a utilização dos meios audiovisuais, informáticos e as novas tecnologias da informação e comunicação. Estes instrumentos e ferramentas estão presentes em todos os sectores sociais e potenciaram a criação de um novo modelo de sociedade, também designada por sociedade da informação e comunicação.
Como os problemas da actualidade são cada vez mais globais, existe a necessidade de uma comunicação também mais global com o implemento de tecnologias como a Internet, satélites, televisão por cabo, entre outras propostas. Aos tradicionais livros de texto, impõem-se os materiais multimédia que são meios mais sofisticados que vão desde os analógicos, digitais, electrónicos ao multimédia. Estes meios podem ser usados no ensino para haver uma visão global das novas tecnologias, de forma a contribuírem para a formação de um cidadão, em pleno século XXI.
A actualidade da informação converteu-se como um recurso estratégico em prol de uma inovação educativa e é importante que os professores compreendam o fenómeno social da tecnologia da informação. É necessário uma alfabetização tecnológica e uma mudança nas mentalidades, de modo a incorporarem-se as possibilidades das novas tecnologias.
Com o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e da comunicação na sociedade e em especial no campo da educação, o professor não ocupa um lugar de menor destaque, pelo contrário, assume ainda mais um papel relevante. Ele constitui-se o elemento mais importante para a implementação de melhoras no sistema educativo, mas para tal é necessário a mudança de mentalidades. O professor deve possuir adequadas ferramentas audiovisuais durante a sua actividade profissional, ampliando assim os meios técnicos com que tradicionalmente trabalhava.
Por outro lado, os alunos não devem ser entendidos como elementos passivo que recebem meramente informação, pelo contrário, devem ocupar um papel activo. A motivação é um aspecto essencial para aprenderem a manusear os programas audiovisuais, informáticos e multimédia porque parte-se do desejo dos alunos, estando motivados para aprender coisas novas.
As novas gerações de estudantes já conseguem incorporar mais facilmente estes recursos mas para tal precisam de acompanhamento ao longo do processo de aprendizagem.
Bibliografia:
CABERO, Julio et al (1999). Tecnología educativa. Madrid: Editorial Síntesis, S. A.
Como os problemas da actualidade são cada vez mais globais, existe a necessidade de uma comunicação também mais global com o implemento de tecnologias como a Internet, satélites, televisão por cabo, entre outras propostas. Aos tradicionais livros de texto, impõem-se os materiais multimédia que são meios mais sofisticados que vão desde os analógicos, digitais, electrónicos ao multimédia. Estes meios podem ser usados no ensino para haver uma visão global das novas tecnologias, de forma a contribuírem para a formação de um cidadão, em pleno século XXI.
A actualidade da informação converteu-se como um recurso estratégico em prol de uma inovação educativa e é importante que os professores compreendam o fenómeno social da tecnologia da informação. É necessário uma alfabetização tecnológica e uma mudança nas mentalidades, de modo a incorporarem-se as possibilidades das novas tecnologias.
Com o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e da comunicação na sociedade e em especial no campo da educação, o professor não ocupa um lugar de menor destaque, pelo contrário, assume ainda mais um papel relevante. Ele constitui-se o elemento mais importante para a implementação de melhoras no sistema educativo, mas para tal é necessário a mudança de mentalidades. O professor deve possuir adequadas ferramentas audiovisuais durante a sua actividade profissional, ampliando assim os meios técnicos com que tradicionalmente trabalhava.
Por outro lado, os alunos não devem ser entendidos como elementos passivo que recebem meramente informação, pelo contrário, devem ocupar um papel activo. A motivação é um aspecto essencial para aprenderem a manusear os programas audiovisuais, informáticos e multimédia porque parte-se do desejo dos alunos, estando motivados para aprender coisas novas.
As novas gerações de estudantes já conseguem incorporar mais facilmente estes recursos mas para tal precisam de acompanhamento ao longo do processo de aprendizagem.
Bibliografia:
CABERO, Julio et al (1999). Tecnología educativa. Madrid: Editorial Síntesis, S. A.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
As TIC e a falta de formação dos professores
Para implementarem o avanço das TIC, as escolas têm que possuir materiais o que implica também um maior esforço por parte do professor e maior tempo de preparação das suas aulas, do que quando trabalha com meios tradicionais. A par do aumento de recursos também tem que se apostar na formação de professores (Sanmartí & Izquierdo, 2002).
Existem certos parâmetros a realizar em prol da implementação das TIC, como a criação de uma aula de informática e outra de audiovisuais, munir as salas de aulas com computadores, vídeo e televisão e também formar os professores para utilizarem estas tecnologias de um modo didáctico. De todos estes parâmetros enumerados, a formação de professores é o mais difícil de se concretizar pois muitos professores na sua formação inicial não lidaram com estes recursos. Assim, tem que se investir mais na formação contínua dos professores, num trabalho que vise a manipulação dos recursos informáticos e audiovisuais (Alás & Gibert, 2002).
Consonantes com estes autores, Lajus & Magnier (1999) consideram que difusão das tecnologias na educação se confronta com o problema da falta de formação dos professores pois muitos não tiveram disciplinas ligadas à informática nos seus cursos. A utilização das novas tecnologias exige aos professores um grande esforço intelectual e investimento pessoal.
A formação de professores não deve ser relacionada só com a manipulação e navegação na Internet, mas com a dimensão pedagógica da utilização das novas tecnologias. Não se trata tanto do professor saber manipular as tecnologias mas proporcionar momentos em que o aluno possa utilizar as ferramentas e tirar delas grandes contributos. Os professores principiantes têm dificuldades em utilizar os computadores e as tecnologias não se integram na escola se os professores não estiverem preparados para a sua utilização e não aderirem às reformas propostas.
Neste âmbito, as novas tecnologias constituem-se assim como uma oportunidade para se repensar o ensino, o papel dos professores e dos alunos, de modo a suscitar um novo interesse pela aprendizagem.
Bibliografia:
ALÁS, Anselm; GIBERT, Josep (2002). “Taller de cuentos. La informática y los audiovisuais al serviçio de la educación” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 71-78.
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
SANMARTÍ, Neus; IZQUIERDO, Mercê (2002). “Cambio y conservación en la enseñanza de las ciencias ante las TIC”. in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 31-44.
Existem certos parâmetros a realizar em prol da implementação das TIC, como a criação de uma aula de informática e outra de audiovisuais, munir as salas de aulas com computadores, vídeo e televisão e também formar os professores para utilizarem estas tecnologias de um modo didáctico. De todos estes parâmetros enumerados, a formação de professores é o mais difícil de se concretizar pois muitos professores na sua formação inicial não lidaram com estes recursos. Assim, tem que se investir mais na formação contínua dos professores, num trabalho que vise a manipulação dos recursos informáticos e audiovisuais (Alás & Gibert, 2002).
Consonantes com estes autores, Lajus & Magnier (1999) consideram que difusão das tecnologias na educação se confronta com o problema da falta de formação dos professores pois muitos não tiveram disciplinas ligadas à informática nos seus cursos. A utilização das novas tecnologias exige aos professores um grande esforço intelectual e investimento pessoal.
A formação de professores não deve ser relacionada só com a manipulação e navegação na Internet, mas com a dimensão pedagógica da utilização das novas tecnologias. Não se trata tanto do professor saber manipular as tecnologias mas proporcionar momentos em que o aluno possa utilizar as ferramentas e tirar delas grandes contributos. Os professores principiantes têm dificuldades em utilizar os computadores e as tecnologias não se integram na escola se os professores não estiverem preparados para a sua utilização e não aderirem às reformas propostas.
Neste âmbito, as novas tecnologias constituem-se assim como uma oportunidade para se repensar o ensino, o papel dos professores e dos alunos, de modo a suscitar um novo interesse pela aprendizagem.
Bibliografia:
ALÁS, Anselm; GIBERT, Josep (2002). “Taller de cuentos. La informática y los audiovisuais al serviçio de la educación” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 71-78.
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
SANMARTÍ, Neus; IZQUIERDO, Mercê (2002). “Cambio y conservación en la enseñanza de las ciencias ante las TIC”. in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 31-44.
Os alunos e os computadores
O aparecimento do computador e a sua maior utilização pelos alunos, originou na escola uma mudança adaptativa, no sentido da inclusão das tecnologias no processo de ensino e no desenvolvimento das práticas pedagógicas. Actualmente, existe a necessidade de se utilizarem pedagogias mais activas que atribuam aos alunos um papel principal e que o ensino esteja mais relacionado com problemas da vida real e do quotidiano. Neste enquadramento, as novas tecnologias são uma opção viável para ajudar as práticas lectivas, visando constantes interacções sociais no processo de ensino-aprendizagem.
A difusão dos computadores nos estabelecimentos escolares esteve relacionada com a informatização da sociedade. No início as novas tecnologias foram introduzidas na escola e apenas houve o aparecimento de aulas de informática, não havendo a alteração das práticas nem dos currículos. Depois com a evolução deixaram de ser objecto de ensino para se tornarem instrumentos de aprendizagem e integraram-se nas práticas pedagógicas mais acentuadamente.
Nos dias de hoje, as novas tecnologias são utilizadas em prol de projectos pedagógicos na aprendizagem das disciplinas tradicionais, como as letras, ciências, línguas, entre outras. Estas disciplinas podem ser ensinadas através de programas que são concebidos através de ferramentas genéricas, como processamentos de texto, folhas de cálculo, etc.
Ler, escrever e contar são os três pilares da aprendizagem e existem ferramentas informáticas neste domínio. Foram criados programas para apoiar o ensino e ajudar os alunos a assimilar a matéria. Existem três aspectos centrais da aprendizagem: o que é aprender e o que é conhecer (diz respeito à aprendizagem propriamente dita); como é que se aprende (relaciona-se com o processo de desenvolvimento da pessoa e da construção dos conhecimentos) e por último, como é que se aprende (pois a aprendizagem é um acto social).
É pertinente o contacto das crianças em idade pré-escolar com o computador para a iniciação à escrita e leitura. O uso do computador permite o desenvolvimento de capacidades motoras e cognitivas através de novos meios mais atractivos e até mesmo, favorece a aprendizagem nos alunos com mais dificuldades.
Além de ser um instrumento de ensino e de aprendizagem, o computador é também uma ferramenta da administração e vida escolar. Os professores utilizam cada vez mais o computador para orientar e ilustrar as suas aulas.
A interacção entre o aluno e o computador permite adaptar com mais precisão o ensino às necessidades individuais de cada aluno e permite que o professor possa realizar um acompanhamento personalizado da progressão do aluno. No entanto, existe o risco de o professor ser substituído por uma máquina no futuro com o conceito de “computador-professor”.
As crianças manuseiam muito facilmente as ferramentas tecnológicas pois não têm inibição e são curiosas com o mundo envolvente. A iniciação do contacto das crianças com instrumentos do dia-a-dia é considerada uma exigência social mas se o aluno se estiver sozinho à frente de um ecrã ou de um manual escolar e não tiver orientação, facilmente ficará desmotivado e sente-se isolado. É importante que o professor acompanhe e oriente o trabalho dos alunos, mantendo por outro lado, um certo equilíbrio entre os alunos e o tempo que passam à frente do computador. Muitos alunos ficam fascinados por videojogos ou pelos motores de busca na Internet e utilizam excessivamente o computador, ficando mesmo dependentes do uso do mesmo.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
A difusão dos computadores nos estabelecimentos escolares esteve relacionada com a informatização da sociedade. No início as novas tecnologias foram introduzidas na escola e apenas houve o aparecimento de aulas de informática, não havendo a alteração das práticas nem dos currículos. Depois com a evolução deixaram de ser objecto de ensino para se tornarem instrumentos de aprendizagem e integraram-se nas práticas pedagógicas mais acentuadamente.
Nos dias de hoje, as novas tecnologias são utilizadas em prol de projectos pedagógicos na aprendizagem das disciplinas tradicionais, como as letras, ciências, línguas, entre outras. Estas disciplinas podem ser ensinadas através de programas que são concebidos através de ferramentas genéricas, como processamentos de texto, folhas de cálculo, etc.
Ler, escrever e contar são os três pilares da aprendizagem e existem ferramentas informáticas neste domínio. Foram criados programas para apoiar o ensino e ajudar os alunos a assimilar a matéria. Existem três aspectos centrais da aprendizagem: o que é aprender e o que é conhecer (diz respeito à aprendizagem propriamente dita); como é que se aprende (relaciona-se com o processo de desenvolvimento da pessoa e da construção dos conhecimentos) e por último, como é que se aprende (pois a aprendizagem é um acto social).
É pertinente o contacto das crianças em idade pré-escolar com o computador para a iniciação à escrita e leitura. O uso do computador permite o desenvolvimento de capacidades motoras e cognitivas através de novos meios mais atractivos e até mesmo, favorece a aprendizagem nos alunos com mais dificuldades.
Além de ser um instrumento de ensino e de aprendizagem, o computador é também uma ferramenta da administração e vida escolar. Os professores utilizam cada vez mais o computador para orientar e ilustrar as suas aulas.
A interacção entre o aluno e o computador permite adaptar com mais precisão o ensino às necessidades individuais de cada aluno e permite que o professor possa realizar um acompanhamento personalizado da progressão do aluno. No entanto, existe o risco de o professor ser substituído por uma máquina no futuro com o conceito de “computador-professor”.
As crianças manuseiam muito facilmente as ferramentas tecnológicas pois não têm inibição e são curiosas com o mundo envolvente. A iniciação do contacto das crianças com instrumentos do dia-a-dia é considerada uma exigência social mas se o aluno se estiver sozinho à frente de um ecrã ou de um manual escolar e não tiver orientação, facilmente ficará desmotivado e sente-se isolado. É importante que o professor acompanhe e oriente o trabalho dos alunos, mantendo por outro lado, um certo equilíbrio entre os alunos e o tempo que passam à frente do computador. Muitos alunos ficam fascinados por videojogos ou pelos motores de busca na Internet e utilizam excessivamente o computador, ficando mesmo dependentes do uso do mesmo.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
domingo, 27 de abril de 2008
Avaliação e inovação das TIC
A avaliação dos processos e dos estados cognitivos é uma tarefa complexa. Existem várias controvérsias em redor dos métodos de avaliação. Por exemplo, em França e em Portugal, o sistema educativo está relacionado com a eliminação progressiva de alunos com um fraco desempenho. Por outro lado, existem culturas europeias como a anglo-saxónica, onde a avaliação é entendida como um processo de acompanhamento, na medida em que permite que o aluno consiga fazer um balanço dos seus progressos e dos conhecimentos que adquiriu. Contudo, esta forma de abordagem não ajuda a avaliação, mas também não a torna um receio para os alunos.
A inovação exige uma avaliação. Há mais de dez anos que se realizam estudos para determinar os efeitos positivos ou negativos sobre a implementação das novas tecnologias na educação e nas aprendizagens adquiridas. Os resultados dos estudos realizados sobre a avaliação, determinaram no geral, resultados positivos e medianos. No entanto, é importante ter em consideração que é difícil estabelecer a relação entre a melhoria do desempenho dos alunos com a utilização de um meio tecnológico em particular. Contudo, pretende-se que as novas tecnologias fomentem uma aprendizagem construtivista, melhorando os resultados escolares dos alunos.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
A inovação exige uma avaliação. Há mais de dez anos que se realizam estudos para determinar os efeitos positivos ou negativos sobre a implementação das novas tecnologias na educação e nas aprendizagens adquiridas. Os resultados dos estudos realizados sobre a avaliação, determinaram no geral, resultados positivos e medianos. No entanto, é importante ter em consideração que é difícil estabelecer a relação entre a melhoria do desempenho dos alunos com a utilização de um meio tecnológico em particular. Contudo, pretende-se que as novas tecnologias fomentem uma aprendizagem construtivista, melhorando os resultados escolares dos alunos.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
Pensamentos…
“Aprender a usar o computador é fácil, o difícil
é repensar métodos didácticos”.
Edmilson Brandão
“As práticas pedagógicas precisam
de ser reinventadas”.
Edmilson Brandão
“O ser humano enquanto ser social, tem a
Constante necessidade de estabelecer relações
com o seu semelhante. No debate de ideias,
na troca de experiências e na procura conjunta
de soluções, ele está continuamente a dar
e receber informação”.
Paulo Ferreira
“Para que os professores se apropriem dos
programas como recurso didáctico, é necessário
que estejam capacitados para usar o computador
como instrumento pedagógico”.
Sanmya Tajra
“Chegará o dia em que talvez as máquinas
pensem, porém elas nunca terão sonhos”.
Theodor Heuss
Bibliografia:
TAJRA, Sanmya (2005). Informática na Educação. São Paulo, 6ª edição. Editora Érica.
Sitografia:
http://www.pensador.info/autor/Theodor_Heuss/, consultado em 28/04/2008.
http://vitoria.upf.br/~brandao/site/, consultado em 15/04/2008.
http://www.ste.pt/formacao/2006/prgs/0932006.pdf, consultado em 05/04/2008.
é repensar métodos didácticos”.
Edmilson Brandão
“As práticas pedagógicas precisam
de ser reinventadas”.
Edmilson Brandão
“O ser humano enquanto ser social, tem a
Constante necessidade de estabelecer relações
com o seu semelhante. No debate de ideias,
na troca de experiências e na procura conjunta
de soluções, ele está continuamente a dar
e receber informação”.
Paulo Ferreira
“Para que os professores se apropriem dos
programas como recurso didáctico, é necessário
que estejam capacitados para usar o computador
como instrumento pedagógico”.
Sanmya Tajra
“Chegará o dia em que talvez as máquinas
pensem, porém elas nunca terão sonhos”.
Theodor Heuss
Bibliografia:
TAJRA, Sanmya (2005). Informática na Educação. São Paulo, 6ª edição. Editora Érica.
Sitografia:
http://www.pensador.info/autor/Theodor_Heuss/, consultado em 28/04/2008.
http://vitoria.upf.br/~brandao/site/, consultado em 15/04/2008.
http://www.ste.pt/formacao/2006/prgs/0932006.pdf, consultado em 05/04/2008.
A aposta do Multimédia na educação
As novas tecnologias da comunicação e da informação evoluíram de uma forma bastante significativa no campo da educação ao longo dos últimos cinquenta anos. Na prática, muitos investigadores realizaram investigações no âmbito do desenvolvimento da utilização das novas tecnologias na educação. Foi no início dos anos 70 que apareceu a possibilidade da utilização pedagógica dos computadores em grande escala, no domínio da formação profissional. Mas nesta época, a ferramenta informática era muito cara e complexa, por isso, só as grandes empresas a utilizavam.
Os Estados Unidos ocuparam muito o sector da informática e a Europa de seguida também aderiu à informatização. Evoluiu-se ao nível da tecnologia, economia e política, havendo a emergência do mercado de software educativo.
Cada vez mais se assiste à informatização da vida profissional, à difusão das novas tecnologias na vida diária e ao desenvolvimento das fontes de informação e comunicação. O mundo está constantemente a mudar e a escola tem sempre que se adaptar ao meio envolvente que a rodeia para conseguir dar resposta às solicitações, às exigências da sociedade e introduzir reformas educativas.
A questão das novas tecnologias é do interesse de profissionais da educação, sociólogos e políticos. Há a necessidade das novas tecnologias para a aprendizagem e a informática na escola contribui para o reforço dos sistemas educativos.
A introdução das tecnologias no percurso escolar deve também visar a integração social e cultural dos alunos, futuros trabalhadores na sociedade a serem profissionais competentes. A escola é ao mesmo tempo uma instituição educativa, social e política. A informática distribuiu-se nas mais diversas actividades e na maior parte das profissões. Assistimos a uma revolução digital a partir dos anos 80 com a divulgação dos jogos de vídeo e a generalização da era da multimédia, Internet e da informação. Permitiu-se que a criação multimédia estivesse ao alcance dos alunos e professores e desta forma, o multimédia marcou uma etapa muito decisiva na história da informática educativa, abrindo perspectivas sobre a utilização das novas tecnologias.
As escolas começaram a ser equipadas de computadores multimédia e foi possível uma abertura das mesmas, havendo até programas de intercâmbio entre escolas de vários países. Mas para uma maior segurança, as escolas devem instalar redes intranet, de forma a só permitirem o acesso a servidores autorizados.
As tecnologias tanto evoluem para uma maior simplicidade ou complexidade. Vão sempre surgindo novos materiais com melhor preço do que os anteriores. Com a diversidade das ofertas, as pessoas podem escolher e comprar materiais informáticos com custos mais baixos. No entanto, os elevados custos no orçamento são os principais obstáculos à difusão das tecnologias na educação. O obstáculo tecnológico limita a veiculação da informática nas escolas, nomeadamente através de meios técnicos de má qualidade e a falta das tecnologias nas práticas.
Neste enquadramento, ainda existem muitos desafios que representam a Internet e a multimédia no campo da educação. Os responsáveis educativos têm de fazer um esforço em conjunto, para promoverem a difusão das tecnologias.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
Os Estados Unidos ocuparam muito o sector da informática e a Europa de seguida também aderiu à informatização. Evoluiu-se ao nível da tecnologia, economia e política, havendo a emergência do mercado de software educativo.
Cada vez mais se assiste à informatização da vida profissional, à difusão das novas tecnologias na vida diária e ao desenvolvimento das fontes de informação e comunicação. O mundo está constantemente a mudar e a escola tem sempre que se adaptar ao meio envolvente que a rodeia para conseguir dar resposta às solicitações, às exigências da sociedade e introduzir reformas educativas.
A questão das novas tecnologias é do interesse de profissionais da educação, sociólogos e políticos. Há a necessidade das novas tecnologias para a aprendizagem e a informática na escola contribui para o reforço dos sistemas educativos.
A introdução das tecnologias no percurso escolar deve também visar a integração social e cultural dos alunos, futuros trabalhadores na sociedade a serem profissionais competentes. A escola é ao mesmo tempo uma instituição educativa, social e política. A informática distribuiu-se nas mais diversas actividades e na maior parte das profissões. Assistimos a uma revolução digital a partir dos anos 80 com a divulgação dos jogos de vídeo e a generalização da era da multimédia, Internet e da informação. Permitiu-se que a criação multimédia estivesse ao alcance dos alunos e professores e desta forma, o multimédia marcou uma etapa muito decisiva na história da informática educativa, abrindo perspectivas sobre a utilização das novas tecnologias.
As escolas começaram a ser equipadas de computadores multimédia e foi possível uma abertura das mesmas, havendo até programas de intercâmbio entre escolas de vários países. Mas para uma maior segurança, as escolas devem instalar redes intranet, de forma a só permitirem o acesso a servidores autorizados.
As tecnologias tanto evoluem para uma maior simplicidade ou complexidade. Vão sempre surgindo novos materiais com melhor preço do que os anteriores. Com a diversidade das ofertas, as pessoas podem escolher e comprar materiais informáticos com custos mais baixos. No entanto, os elevados custos no orçamento são os principais obstáculos à difusão das tecnologias na educação. O obstáculo tecnológico limita a veiculação da informática nas escolas, nomeadamente através de meios técnicos de má qualidade e a falta das tecnologias nas práticas.
Neste enquadramento, ainda existem muitos desafios que representam a Internet e a multimédia no campo da educação. Os responsáveis educativos têm de fazer um esforço em conjunto, para promoverem a difusão das tecnologias.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
Léxico
Endereço electrónico: permite identificar zonas de memória reservadas ao correio electrónico. É composto por vários elementos normalizados. O @ é um sinal de ligação com o nome do domínio do fornecedor de acesso na Internet.
E-MAIL (Correio electrónico): para o poder empregar, o utilizador tem que ter um endereço electrónico. Um e-mail pode conter textos ou documentos anexados de várias formas e chega ao destinatário em poucos minutos, nem que esteja do outro lado do mundo. Com a Internet, a utilização do correio electrónico é gratuita.
CD-ROM: é um suporte físico de gravação dos dados numéricos e tem uma grande capacidade de armazenamento de dados multimédia.
Disquete: consiste num diapositivo de armazenamento de informação numérica.
Clicar: significa pressionar o botão do rato com a intenção de activar um comando num determinado programa.
Programa didáctico: um programa é designado como didáctico por ser concebido e utilizado com um fim educativo.
Internet: a partir dos anos 80, a Internet foi considerada a rede das redes. No campo da educação, as principais aplicações da Internet são o correio electrónico, os blogs, os fóruns, entre outros.
Rede de telecomunicações: existem vários serviços para exploração de redes de telecomunicações, como o telefone, televisão ou videoconferência. A capacidade das redes digitais é definida pela quantidade de informação que ela pode transportar por segundo.
Scanner: é um dispositivo usado para a digitalização de imagens.
Processamento de texto: é um dos softwares mais utilizados na informática e destina-se à criação, edição e estruturação de textos.
Vírus: é um programa concebido com o intuito de causar problemas nos computadores. A rede e o correio electrónico difundem rapidamente os vírus mas há programas especializados para os detectar e neutralizar.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
E-MAIL (Correio electrónico): para o poder empregar, o utilizador tem que ter um endereço electrónico. Um e-mail pode conter textos ou documentos anexados de várias formas e chega ao destinatário em poucos minutos, nem que esteja do outro lado do mundo. Com a Internet, a utilização do correio electrónico é gratuita.
CD-ROM: é um suporte físico de gravação dos dados numéricos e tem uma grande capacidade de armazenamento de dados multimédia.
Disquete: consiste num diapositivo de armazenamento de informação numérica.
Clicar: significa pressionar o botão do rato com a intenção de activar um comando num determinado programa.
Programa didáctico: um programa é designado como didáctico por ser concebido e utilizado com um fim educativo.
Internet: a partir dos anos 80, a Internet foi considerada a rede das redes. No campo da educação, as principais aplicações da Internet são o correio electrónico, os blogs, os fóruns, entre outros.
Rede de telecomunicações: existem vários serviços para exploração de redes de telecomunicações, como o telefone, televisão ou videoconferência. A capacidade das redes digitais é definida pela quantidade de informação que ela pode transportar por segundo.
Scanner: é um dispositivo usado para a digitalização de imagens.
Processamento de texto: é um dos softwares mais utilizados na informática e destina-se à criação, edição e estruturação de textos.
Vírus: é um programa concebido com o intuito de causar problemas nos computadores. A rede e o correio electrónico difundem rapidamente os vírus mas há programas especializados para os detectar e neutralizar.
Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.
Blogs: conceitos e principais funcionalidades
O termo blog é a abreviatura de weblog e são plavras de origem inglesa, conhecidas no mundo da educação com a utilização da Internet. Segundo um estudo realizado pela Markest.com existem cada vez mais pessoas a aderir à construção de um blog. As estimativas apontam para 57 milhões de páginas visitadas e 823 mil horas de navegação em páginas de blogs durante o ano 2004 no nosso país, o que dá em média 1 hora e 24 minutos por utilizador. Como o blog é um recurso online, pode ser consultado por pessoas que estejam em qualquer ponto geográfico do mundo desde que tenham acesso à Internet. As mensagens são publicadas por ordem cronológica ascendente, a colocação das mesmas designa-se por “posts”, e devem ser constituídas por imagens e textos de pequena dimensão.
O uso constante de blogs por professores, alunos e cidadãos no dia-a-dia, designou o aparecimento de um novo conceito, designado por blogosfera que é cada vez mais utilizado nos diferentes níveis de ensino, desde o pré-escolar até ao ensino universitário.
De carácter pedagógico, existem blogs criados por professores, por alunos com iniciativa própria ou realizados na sala de aula com a participação da turma sob a orientação do professor, destinando-se a divulgar temáticas das mais diversas disciplinas. Existem mesmo blogs que se constituem como portfólios digitais dos trabalhos realizados pelos alunos, deixando de lado os trabalhos imprimidos em papel. Os próprios centos escolares criam blogs para informarem a comunidade educativa das notícias e iniciativas da escola ou das associações de pais e estudantes.
Existem sinais positivos que evidenciam o aumento significativo à utilização das TIC, como o aumento do número de pessoas a acederem à Internet e o projecto de colocar nas escolas a “banda larga”. Cada vez mais existe a expansão dos blogs por causa de serem gratuitos e o seu uso como uma estratégia didáctica.
Os blogs enquanto recurso pedagógico podem constituir-se como um espaço que permite o acesso à informação especializada ou um espaço onde o professor coloca a informação disponível para os alunos.
Enquanto estratégia pedagógica, os blogs podem ter vários formatos, como por exemplo: portfólios digitais, espaço de debates, troca de ideias, intercâmbio e colaboração entre os seus participantes, permitindo a interacção.
A criação de um blog com o objectivo de o colocar ao serviço da educação permite que os alunos desenvolvam competências relacionadas com a pesquisa, selecção de informação, produção de textos escritos e saibam trabalhar com as mais diversas ferramentas disponíveis.
Bibliografia:
GOMES, Maria (2005). Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa, Portugal: Leiria – 16 – 18 de Novembro de 2005, pp. 311-315.
O uso constante de blogs por professores, alunos e cidadãos no dia-a-dia, designou o aparecimento de um novo conceito, designado por blogosfera que é cada vez mais utilizado nos diferentes níveis de ensino, desde o pré-escolar até ao ensino universitário.
De carácter pedagógico, existem blogs criados por professores, por alunos com iniciativa própria ou realizados na sala de aula com a participação da turma sob a orientação do professor, destinando-se a divulgar temáticas das mais diversas disciplinas. Existem mesmo blogs que se constituem como portfólios digitais dos trabalhos realizados pelos alunos, deixando de lado os trabalhos imprimidos em papel. Os próprios centos escolares criam blogs para informarem a comunidade educativa das notícias e iniciativas da escola ou das associações de pais e estudantes.
Existem sinais positivos que evidenciam o aumento significativo à utilização das TIC, como o aumento do número de pessoas a acederem à Internet e o projecto de colocar nas escolas a “banda larga”. Cada vez mais existe a expansão dos blogs por causa de serem gratuitos e o seu uso como uma estratégia didáctica.
Os blogs enquanto recurso pedagógico podem constituir-se como um espaço que permite o acesso à informação especializada ou um espaço onde o professor coloca a informação disponível para os alunos.
Enquanto estratégia pedagógica, os blogs podem ter vários formatos, como por exemplo: portfólios digitais, espaço de debates, troca de ideias, intercâmbio e colaboração entre os seus participantes, permitindo a interacção.
A criação de um blog com o objectivo de o colocar ao serviço da educação permite que os alunos desenvolvam competências relacionadas com a pesquisa, selecção de informação, produção de textos escritos e saibam trabalhar com as mais diversas ferramentas disponíveis.
Bibliografia:
GOMES, Maria (2005). Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa, Portugal: Leiria – 16 – 18 de Novembro de 2005, pp. 311-315.
Blogues como estratégia ou como recurso pedagógico

Esta representação esquemática descreve a exploração de blogues como um recurso ou uma estratégia pedagógica, permitindo que os professores construam, dinamizem e divulguem os conteúdos relacionados com as diversas áreas curriculares que leccionam para os alunos terem acesso a toda a informação.
Os blogs são um espaço de acesso à informação, de intercâmbio, comunicação e colaboração entre as escolas, professores e alunos, fomentando assim o processo de ensino-aprendizagem.
Bibliografia:
GOMES, Maria; LOPES, António (2007). Blogues escolares: quando, como e porquê? Actas da Conferência Weblogs na Educação – 3 testemunhos, 3 experiências. Setúbal: Centro de Competências CRIE da ESE de Setúbal.
Os blogs são um espaço de acesso à informação, de intercâmbio, comunicação e colaboração entre as escolas, professores e alunos, fomentando assim o processo de ensino-aprendizagem.
Bibliografia:
GOMES, Maria; LOPES, António (2007). Blogues escolares: quando, como e porquê? Actas da Conferência Weblogs na Educação – 3 testemunhos, 3 experiências. Setúbal: Centro de Competências CRIE da ESE de Setúbal.
sábado, 26 de abril de 2008
As Novas Tecnologias e a Imagem
O aparecimento das novas tecnologias da comunicação e da informação originou grandes mudanças na sociedade, a par da imprensa e da electrónica. Não só nestes campos elas contribuíram para mudanças significativas, como também para o desenvolvimento da estrutura cognitiva e social das pessoas. O conhecimento é o recurso mais importante de toda a economia global em todos os sectores da sociedade e as várias modalidades de informação cada vez mais se diversificam (Contín, 2002).
Actualmente, há a necessidade de utilização de novos meios para organizar e aceder à informação, contudo, com a quantidade de informação que temos à nossa disposição, será impossível conhecermos tudo na sua totalidade (Bartolomé, 2002).
Durante a vida académica, as pessoas recebem a maior parte da informação através das palavras orais por parte do professor ou escritas que estão presentes nos livros. Com a evolução instalou-se uma sociedade audiovisual no mundo familiar e social das pessoas, principalmente com a televisão. Além das palavras, a imagem começou a adquirir grande importância. A título de exemplo, em muitos países industrializados, ver televisão é a actividade que ocupa o terceiro lugar no quotidiano das pessoas (Bartolomé, 2002).
A imagem audiovisual desenvolve o pensamento visual e relaciona-se com a aquisição de valores, produtos culturais de reconhecimento social e resultados económicos por causa de campanhas de publicidade. As imagens trabalhadas no computador contribuem para a educação do sentido estético, desenvolvendo nas pessoas um pensamento autónomo e criatividade própria. Não quer dizer que as técnicas tradicionais deixem de existir mas é possível trabalhar a percepção de uma nova realidade como uma técnica de expressão que torna possível uma nova leitura comunicativa da imagem. O computador é um instrumento com grandes potencialidades para manipular a imagem e interagir-se com ela e tem enormes vantagens para as expressões artísticas no tratamento de imagens criadas ou digitalizadas. As novas tecnologias da imagem relacionam-se com o uso do computador e também do vídeo digital, fotografia digital, fotocopiadoras, programas informáticos como o Cad, desenho gráfico, Paint, entre outros (Perpiñán, 2002).
Relativamente ao vídeo, ele tem grandes potencialidades e ainda mais se estiver relacionado com conteúdos didácticos. É uma ferramenta muito útil porque além de ter a parte sonora, mostra as imagens para cativar a atenção e motivação das pessoas através da audição e sonorização dos que o visualizam sendo muito importante para a aprendizagem através da observação. Este instrumento ajuda o professor pois capta todos os momentos e pode ser visualizado as vezes necessárias, captando-se a informação pretendida (Vizcaíno, 2002).
Por outro lado, os videojogos assumem cada vez mais um papel educativo, desenvolvendo capacidades de envolvimento no trabalho de cooperação e de tomada de decisões, pois os alunos têm que pensar antes de agir em determinada situação do jogo. Através destes jogos com função de divertimento, os alunos adquirem muita informação (Bartolomé, 2002).
Bibliografia:
BARTOLOMÉ, Antonio (2002). “Sociedade del conocimiento, sociedad de la información, escuela” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 13-30.
CONTÍN, Sílvia (2002). “Internautas del idioma: como desarrolar la competecia hipertextual en los adolescentes?” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 79- 92.
PERPIÑÁN, Avelino (2002). “Las Nuevas Tecnologias y su implicación artística en la educación secundaria” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 93-102.
VIZCAÍNO, Fernando (2002). “La tecnología para el uso y la creación de materiales curriculares en el aula” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 45-52.
Actualmente, há a necessidade de utilização de novos meios para organizar e aceder à informação, contudo, com a quantidade de informação que temos à nossa disposição, será impossível conhecermos tudo na sua totalidade (Bartolomé, 2002).
Durante a vida académica, as pessoas recebem a maior parte da informação através das palavras orais por parte do professor ou escritas que estão presentes nos livros. Com a evolução instalou-se uma sociedade audiovisual no mundo familiar e social das pessoas, principalmente com a televisão. Além das palavras, a imagem começou a adquirir grande importância. A título de exemplo, em muitos países industrializados, ver televisão é a actividade que ocupa o terceiro lugar no quotidiano das pessoas (Bartolomé, 2002).
A imagem audiovisual desenvolve o pensamento visual e relaciona-se com a aquisição de valores, produtos culturais de reconhecimento social e resultados económicos por causa de campanhas de publicidade. As imagens trabalhadas no computador contribuem para a educação do sentido estético, desenvolvendo nas pessoas um pensamento autónomo e criatividade própria. Não quer dizer que as técnicas tradicionais deixem de existir mas é possível trabalhar a percepção de uma nova realidade como uma técnica de expressão que torna possível uma nova leitura comunicativa da imagem. O computador é um instrumento com grandes potencialidades para manipular a imagem e interagir-se com ela e tem enormes vantagens para as expressões artísticas no tratamento de imagens criadas ou digitalizadas. As novas tecnologias da imagem relacionam-se com o uso do computador e também do vídeo digital, fotografia digital, fotocopiadoras, programas informáticos como o Cad, desenho gráfico, Paint, entre outros (Perpiñán, 2002).
Relativamente ao vídeo, ele tem grandes potencialidades e ainda mais se estiver relacionado com conteúdos didácticos. É uma ferramenta muito útil porque além de ter a parte sonora, mostra as imagens para cativar a atenção e motivação das pessoas através da audição e sonorização dos que o visualizam sendo muito importante para a aprendizagem através da observação. Este instrumento ajuda o professor pois capta todos os momentos e pode ser visualizado as vezes necessárias, captando-se a informação pretendida (Vizcaíno, 2002).
Por outro lado, os videojogos assumem cada vez mais um papel educativo, desenvolvendo capacidades de envolvimento no trabalho de cooperação e de tomada de decisões, pois os alunos têm que pensar antes de agir em determinada situação do jogo. Através destes jogos com função de divertimento, os alunos adquirem muita informação (Bartolomé, 2002).
Bibliografia:
BARTOLOMÉ, Antonio (2002). “Sociedade del conocimiento, sociedad de la información, escuela” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 13-30.
CONTÍN, Sílvia (2002). “Internautas del idioma: como desarrolar la competecia hipertextual en los adolescentes?” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 79- 92.
PERPIÑÁN, Avelino (2002). “Las Nuevas Tecnologias y su implicación artística en la educación secundaria” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 93-102.
VIZCAÍNO, Fernando (2002). “La tecnología para el uso y la creación de materiales curriculares en el aula” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 45-52.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Suportes visuais e audiovisuais
No contexto escolar, os livros, o quadro negro e o giz são materiais usados nas escolas em função de objectivos pedagógicos mas não são os únicos instrumentos que o professor tem à disposição e cada vez mais, os instrumentos audiovisuais estão a tornar-se instrumentos do quotidiano.
A título de exemplo, os retroprojectores, projectores de diapositivos, de filmes, monitores de vídeo, microcomputadores, entre outros materiais constituem-se verdadeiros instrumentos no ensino por excelência. Contudo, existem muitas limitações financeiras nas escolas e os meios disponíveis são escassos porque os materiais são relativamente caros.
Um auxiliar visual pode ser considerado qualquer documento que se destina a ilustrar uma exposição ou a gerar comentários, como por exemplo textos, esquemas e imagens. O professor tem de captar a atenção dos alunos, despertar a curiosidade e o interesse destes sobre um novo tema através de para aprenderem coisas novas. Deve-se fomentar o uso de imagens e dos sons associados e a adesão dos alunos ao uso destes materiais permite a compreensão dos conhecimentos.
Existem dois tipos de auxiliares visuais:
- Os que permitem que o seu conteúdo seja directamente transmitido ao público;
- Os que precisam de um material particular para ampliar ou projectar o conteúdo numa parede ou ecrã, como por exemplo os diapositivos e transparências.
Relativamente aos audiovisuais, eles substituem os auxiliares visuais desde que se apoiem num comentário gravado. São produções realizadas a partir de um suporte visual como por exemplo um diapositivo, filme ou vídeo que seja sonorizado. Existem dois tipos de audiovisuais:
- Os que permitem a reprodução dos movimentos, dos diaporamas por causa do ritmo das imagens projectadas;
- Os que permitem que as imagens instantâneas se desenrolem num ritmo regular para permitir a continuidade dos movimentos, como por exemplo os filmes e videogramas. Eles também são adequados para a síntese dos conhecimentos abordados.
Nos dias de hoje fala-se muito no termo de formação interactiva e no ensino por computador, de forma a proporcionar trocas de informação entre o aluno e o computador. Pretende-se atingir objectivos do saber-fazer, para se dar um novo impulso ao desejo de aprender.
Os auxiliares visuais, audiovisuais e informáticos são utilizados de diferentes formas em função dos papéis que ocupam no processo de ensino, como por exemplo: acetatos, diapositivos, diaporamas, filmes, videogramas, cassetes, vídeos. Eles permitem uma melhor compreensão, assimilação da matéria estudada, permitindo que a associação entre as imagens e os respectivos comentários seja verdadeiramente eficaz.
Neste enquadramento, devem-se escolher os auxiliares que melhor se adaptem em função do público-alvo (alunos), ao tema abordado e aos objectivos pedagógicos a atingir.
Bibliografia:
RAULY, Thierry (1992). Escolher e utilizar os suportes visuais e audiovisuais. Coimbra Editora, Limitada.
A título de exemplo, os retroprojectores, projectores de diapositivos, de filmes, monitores de vídeo, microcomputadores, entre outros materiais constituem-se verdadeiros instrumentos no ensino por excelência. Contudo, existem muitas limitações financeiras nas escolas e os meios disponíveis são escassos porque os materiais são relativamente caros.
Um auxiliar visual pode ser considerado qualquer documento que se destina a ilustrar uma exposição ou a gerar comentários, como por exemplo textos, esquemas e imagens. O professor tem de captar a atenção dos alunos, despertar a curiosidade e o interesse destes sobre um novo tema através de para aprenderem coisas novas. Deve-se fomentar o uso de imagens e dos sons associados e a adesão dos alunos ao uso destes materiais permite a compreensão dos conhecimentos.
Existem dois tipos de auxiliares visuais:
- Os que permitem que o seu conteúdo seja directamente transmitido ao público;
- Os que precisam de um material particular para ampliar ou projectar o conteúdo numa parede ou ecrã, como por exemplo os diapositivos e transparências.
Relativamente aos audiovisuais, eles substituem os auxiliares visuais desde que se apoiem num comentário gravado. São produções realizadas a partir de um suporte visual como por exemplo um diapositivo, filme ou vídeo que seja sonorizado. Existem dois tipos de audiovisuais:
- Os que permitem a reprodução dos movimentos, dos diaporamas por causa do ritmo das imagens projectadas;
- Os que permitem que as imagens instantâneas se desenrolem num ritmo regular para permitir a continuidade dos movimentos, como por exemplo os filmes e videogramas. Eles também são adequados para a síntese dos conhecimentos abordados.
Nos dias de hoje fala-se muito no termo de formação interactiva e no ensino por computador, de forma a proporcionar trocas de informação entre o aluno e o computador. Pretende-se atingir objectivos do saber-fazer, para se dar um novo impulso ao desejo de aprender.
Os auxiliares visuais, audiovisuais e informáticos são utilizados de diferentes formas em função dos papéis que ocupam no processo de ensino, como por exemplo: acetatos, diapositivos, diaporamas, filmes, videogramas, cassetes, vídeos. Eles permitem uma melhor compreensão, assimilação da matéria estudada, permitindo que a associação entre as imagens e os respectivos comentários seja verdadeiramente eficaz.
Neste enquadramento, devem-se escolher os auxiliares que melhor se adaptem em função do público-alvo (alunos), ao tema abordado e aos objectivos pedagógicos a atingir.
Bibliografia:
RAULY, Thierry (1992). Escolher e utilizar os suportes visuais e audiovisuais. Coimbra Editora, Limitada.
Porquê as TIC na escola?
Actualmente, existe caa vez mais o interesse sobre o uso das novas tecnologias na realidade educativa dos países europeus, inclusive em Portugal.Em 2001 realizou-se a V Conferência dos Ministros da Educação europeus, na qual os seus participantes elaboraram um documento que visava a urgência de se integrarem as TIC na escola:
- A necessidade de preparar os estudantes para a vida futura no mundo laboral, no qual cada vez mais as novas tecnologias estarão presentes e com mais influência;
- O direito de todos os alunos terem acesso às TIC e para tal, os governos têm de criar igualdade de oportunidades de acesso para todos;
- As TIC possibilitam que exista uma melhor relação de âmbito pedagógico entre os intervenientes na comunidade educativa, designadamente, os alunos, professores e encarregados de educação;
- Os contributos positivos que as TIC conferem para promover o ensino de alunos com necessidades educativas especiais;
- Com a evolução das novas tecnologias, os alunos podem comunicar com outros jovens do outro lado do mundo e assim existe a possibilidade de troca de saberes e experiências entre estudantes de várias áreas de estudos;
- As novas possibilidades que as TIC possibilitam para a compreensão do mundo, especialmente o científico, com recurso aos programas de simulação, interactivos e pedagógicos.
In Revista Educare - Educare Hoje, pp.17.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
As Novas Tecnologias na Educação Infantil
Os professores nas mais diversas actividades recorrem à tecnologia ao longo do seu trabalho, nomeadamente com o uso do computador. É muito importante o uso destes novos meios tecnológicos ao longo da formação e em qualquer etapa.
As novas tecnologias estão ao serviço da educação e existem programas multimédia bastante didácticos que constituem um suporte para a introdução de novas aprendizagens, reforçando-as e sistematizando-as. Contudo, um professor não é bom, só porque tem um computador na sala de aula e dá permissão para os seus alunos o utilizarem. Toda a acção tem que ter sentido, um significado para haver aprendizagem. O professor deverá ser um guia num processo de conhecimento válido e não numa mera acumulação de informação. Deve implementar diferentes formas de trabalho na sala de aula utilizando o uso do computador como um recurso, promovendo a interacção de todos.
O computador pode ser utilizado individualmente para reforçar algum conceito concreto, ou por vários alunos da turma ao realizarem trabalhos de grupo mas sempre com a orientação do professor. Este também deve dar hipótese para os alunos trabalharem livremente com jogos ou programas educativos nos quais possam criar, tomar decisões, de forma a chegar a um determinado resultado. O computador pode ser assim utilizado para jogar, criar e aprender.
A questão principal sobre o uso dos meios informáticos e audiovisuais em educação relaciona-se com os usos concretos e não com os meios em si mesmos. Os alunos estão despertos para aprender, para construir e para eles tudo é novidade mas tem que haver uma boa orientação didáctica adequada porque eles não podem ocupar um papel passivo em frente ao computador.
Os materiais multimédia são uma ferramenta que permite o desenvolvimento e devem estar à disponibilidade de todos os alunos, pois estes aprendem mais rapidamente quando têm a oportunidade de os utilizar nas aulas.
Com a utilização de computadores, os alunos:
- Aprendem cada vez mais de forma autónoma e serem capazes de corrigir os seus próprios erros pois a autonomia desenvolve a responsabilidade na tomada de decisões;
- Desenvolvem destrezas e habilidades ao nível da motricidade fina e podem trabalhar a três dimensões;
- Compreendem melhor a linguagem icónica e visual ao utilizarem os ícones do computador para acederem a programas;
- Quando utilizam programas de desenho, podem imprimir o seu trabalho e depois guardá-lo;
- Aprendem a saber trabalhar em equipa com a colaboração de todos e a conviverem juntos, tomando decisões unânimes;
- Desenvolvem a curiosidade sobre o mundo real, formulam outras hipóteses e pensam de maneiras diferentes;
- Podem trabalhar com processadores de texto para ler e escrever, processadores de áudio (ouvem palavras), enciclopédias interactivas, materiais multimédia (com os jogos podem jogar e estar a aprender ao mesmo tempo) e a Internet (existem páginas de web interactivas e o correio electrónico para comunicarem uns com os outros).
Bibliografia:
GRANÉ, Mariona (2002). “Informática infantil? Por qué una computadora en infantil?” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 61-67.
As novas tecnologias estão ao serviço da educação e existem programas multimédia bastante didácticos que constituem um suporte para a introdução de novas aprendizagens, reforçando-as e sistematizando-as. Contudo, um professor não é bom, só porque tem um computador na sala de aula e dá permissão para os seus alunos o utilizarem. Toda a acção tem que ter sentido, um significado para haver aprendizagem. O professor deverá ser um guia num processo de conhecimento válido e não numa mera acumulação de informação. Deve implementar diferentes formas de trabalho na sala de aula utilizando o uso do computador como um recurso, promovendo a interacção de todos.
O computador pode ser utilizado individualmente para reforçar algum conceito concreto, ou por vários alunos da turma ao realizarem trabalhos de grupo mas sempre com a orientação do professor. Este também deve dar hipótese para os alunos trabalharem livremente com jogos ou programas educativos nos quais possam criar, tomar decisões, de forma a chegar a um determinado resultado. O computador pode ser assim utilizado para jogar, criar e aprender.
A questão principal sobre o uso dos meios informáticos e audiovisuais em educação relaciona-se com os usos concretos e não com os meios em si mesmos. Os alunos estão despertos para aprender, para construir e para eles tudo é novidade mas tem que haver uma boa orientação didáctica adequada porque eles não podem ocupar um papel passivo em frente ao computador.
Os materiais multimédia são uma ferramenta que permite o desenvolvimento e devem estar à disponibilidade de todos os alunos, pois estes aprendem mais rapidamente quando têm a oportunidade de os utilizar nas aulas.
Com a utilização de computadores, os alunos:
- Aprendem cada vez mais de forma autónoma e serem capazes de corrigir os seus próprios erros pois a autonomia desenvolve a responsabilidade na tomada de decisões;
- Desenvolvem destrezas e habilidades ao nível da motricidade fina e podem trabalhar a três dimensões;
- Compreendem melhor a linguagem icónica e visual ao utilizarem os ícones do computador para acederem a programas;
- Quando utilizam programas de desenho, podem imprimir o seu trabalho e depois guardá-lo;
- Aprendem a saber trabalhar em equipa com a colaboração de todos e a conviverem juntos, tomando decisões unânimes;
- Desenvolvem a curiosidade sobre o mundo real, formulam outras hipóteses e pensam de maneiras diferentes;
- Podem trabalhar com processadores de texto para ler e escrever, processadores de áudio (ouvem palavras), enciclopédias interactivas, materiais multimédia (com os jogos podem jogar e estar a aprender ao mesmo tempo) e a Internet (existem páginas de web interactivas e o correio electrónico para comunicarem uns com os outros).
Bibliografia:
GRANÉ, Mariona (2002). “Informática infantil? Por qué una computadora en infantil?” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 61-67.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A Internet no Ensino
Vivemos na era das tecnologias da informação e da comunicação, no mundo dos computadores, da informática, da imagem virtual e Internet, onde as TIC são um potencial recurso ao dispor de alunos e professores (Sanmartí, Izquierdo, 2002).
Com a Internet os hábitos culturais dos jovens modificaram-se, começaram a pesquisar informação para os seus trabalhos escolares, fazem amizades com várias pessoas do outro lado do mundo, etc. Desta forma, aparece um novo tipo de aluno mais preocupado com o processo do que com o produto, ao estar preparado para tomar decisões na sua conduta de aprendizagem (Contín, 2002).
A Internet é um dos temas que actualmente está na moda. Ela não tem limites à sua participação. As pessoas podem pesquisar por todo o mundo através de uma rede com custo mínimo (Bartolomé, 2002). Na escola os alunos utilizam o computador com acesso à Internet para acederem à informação. Os chats, as videoconferências possibilitam que eles expressem as suas ideias, questionem e cooperem uns com os outros. Existe a facilidade de acesso ao adquirir-se novas informações. Os próprios computadores permitem que os alunos ao redigirem um texto constatem erros ortográficos e os corrijam com facilidade e dêem novas sugestões (Sanmartí, Izquierdo, 2002).
Neste enquadramento, os meios informáticos e audiovisuais são motivadores para a aprendizagem e com a sua ajuda os resultados são mais visíveis e os alunos quando realizam um trabalho por eles próprios, ficam orgulhosos ao ver o resultado final que desenvolveram. Os textos virtuais disponíveis na Internet permitem uma grande facilidade para os alunos trabalharem, ao poderem cortar, copiar e manipular as informações presentes no mesmo e fazer as devidas correcções e durante este processo vão melhorando a própria linguagem e enriquecendo o vocabulário. Permite também a consulta de trabalhos de vários autores sobre temas distintos para consulta de diferentes ideias e actualmente não se elaboram trabalhos intelectuais sem serem redigidos no computador. Existem páginas web dedicadas para a gramática, dicionários, textos de construção colectiva e tradutores permitindo uma reflexão metalinguística. Deste modo, a flexibilidade e versatilidade do processador de texto facilita a aplicação do texto e ajuda a melhorar as capacidades de compreensão escrita dos alunos (Contín, 2002).
Bibliografia:
BARTOLOMÉ, Antonio (2002). “Sociedade del conocimiento, sociedad de la información, escuela” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 13-30.
CONTíN, Sílvia (2002). “Internautas del idioma: como desarrolar la competecia hipertextual en los adolescentes?” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 79- 92.
SANMARTÍ, Neus; IZQUIERDO, Mercê (2002). “Cambio y conservación en la enseñanza de las ciencias ante las TIC”. in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 31-44.
Com a Internet os hábitos culturais dos jovens modificaram-se, começaram a pesquisar informação para os seus trabalhos escolares, fazem amizades com várias pessoas do outro lado do mundo, etc. Desta forma, aparece um novo tipo de aluno mais preocupado com o processo do que com o produto, ao estar preparado para tomar decisões na sua conduta de aprendizagem (Contín, 2002).
A Internet é um dos temas que actualmente está na moda. Ela não tem limites à sua participação. As pessoas podem pesquisar por todo o mundo através de uma rede com custo mínimo (Bartolomé, 2002). Na escola os alunos utilizam o computador com acesso à Internet para acederem à informação. Os chats, as videoconferências possibilitam que eles expressem as suas ideias, questionem e cooperem uns com os outros. Existe a facilidade de acesso ao adquirir-se novas informações. Os próprios computadores permitem que os alunos ao redigirem um texto constatem erros ortográficos e os corrijam com facilidade e dêem novas sugestões (Sanmartí, Izquierdo, 2002).
Neste enquadramento, os meios informáticos e audiovisuais são motivadores para a aprendizagem e com a sua ajuda os resultados são mais visíveis e os alunos quando realizam um trabalho por eles próprios, ficam orgulhosos ao ver o resultado final que desenvolveram. Os textos virtuais disponíveis na Internet permitem uma grande facilidade para os alunos trabalharem, ao poderem cortar, copiar e manipular as informações presentes no mesmo e fazer as devidas correcções e durante este processo vão melhorando a própria linguagem e enriquecendo o vocabulário. Permite também a consulta de trabalhos de vários autores sobre temas distintos para consulta de diferentes ideias e actualmente não se elaboram trabalhos intelectuais sem serem redigidos no computador. Existem páginas web dedicadas para a gramática, dicionários, textos de construção colectiva e tradutores permitindo uma reflexão metalinguística. Deste modo, a flexibilidade e versatilidade do processador de texto facilita a aplicação do texto e ajuda a melhorar as capacidades de compreensão escrita dos alunos (Contín, 2002).
Bibliografia:
BARTOLOMÉ, Antonio (2002). “Sociedade del conocimiento, sociedad de la información, escuela” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 13-30.
CONTíN, Sílvia (2002). “Internautas del idioma: como desarrolar la competecia hipertextual en los adolescentes?” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 79- 92.
SANMARTÍ, Neus; IZQUIERDO, Mercê (2002). “Cambio y conservación en la enseñanza de las ciencias ante las TIC”. in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 31-44.
terça-feira, 22 de abril de 2008
As Novas Tecnologias como materiais curriculares
O uso das Novas Tecnologias constituíu-se um hábito quer no nosso quotidiano, quer na sociedade actual e está progressivamente a ocupar um lugar de maior destaque nos centros educativos. Contudo, o uso das novas tecnologias é limitado no sentido qualitativo e no quantitativo face às condições existentes e à escassez de equipamentos. Por outro lado, também existem muitas incógnitas quanto ao papel das novas tecnologias no mundo do ensino.
Em muitos centros escolares utilizam-se materiais distintos, mas apesar de a maioria ser em papel, temos assistido a uma revolução tecnológica nas escolas. Os materiais informáticos assumem um papel cada vez mais destacado na educação e prevê-se que o sejam continuamente, por causa do contributo das novas tecnologias em todos os âmbitos sociais. A utilização do computador visa contribuir para o fomento de práticas inovadoras nas salas de aula.
A evolução tecnológica está a produzir-se a um nível muito acelerado no campo da informática, vídeo, telecomunicações, entre outras. Entre o material audiovisual, podemos incluir os mais tradicionais como o vídeo, fotografias, diapositivos.
As novas tecnologias estão presentes em programas educativos e os alunos podem mesmo resolver exercícios de matérias escolares através de videojogos com softwares próprios para a aprendizagem. É inquestionável o papel das novas tecnologias para o ensino, apesar de todas as limitações e dúvidas pertinentes. Elas podem constituir-se como algo a estudar ou converterem-se em materiais curriculares, sendo inquestionáveis as suas potencialidades no campo da educação.
Bibliografia:
ARAN, Artur (1996). Materiales Curriculares: Como elaborarlos y usarlos, Barcelona: Editorial Graó, de Serveis Pedagògics.
Em muitos centros escolares utilizam-se materiais distintos, mas apesar de a maioria ser em papel, temos assistido a uma revolução tecnológica nas escolas. Os materiais informáticos assumem um papel cada vez mais destacado na educação e prevê-se que o sejam continuamente, por causa do contributo das novas tecnologias em todos os âmbitos sociais. A utilização do computador visa contribuir para o fomento de práticas inovadoras nas salas de aula.
A evolução tecnológica está a produzir-se a um nível muito acelerado no campo da informática, vídeo, telecomunicações, entre outras. Entre o material audiovisual, podemos incluir os mais tradicionais como o vídeo, fotografias, diapositivos.
As novas tecnologias estão presentes em programas educativos e os alunos podem mesmo resolver exercícios de matérias escolares através de videojogos com softwares próprios para a aprendizagem. É inquestionável o papel das novas tecnologias para o ensino, apesar de todas as limitações e dúvidas pertinentes. Elas podem constituir-se como algo a estudar ou converterem-se em materiais curriculares, sendo inquestionáveis as suas potencialidades no campo da educação.
Bibliografia:
ARAN, Artur (1996). Materiales Curriculares: Como elaborarlos y usarlos, Barcelona: Editorial Graó, de Serveis Pedagògics.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Relação entre a Sociedade do Conhecimento e da Informação e a Escola
Actualmente vivemos na era da comunicação e informação, na qual assistimos a uma revolução tecnológica pois as novas tecnologias estão cada vez mais enraizadas na sociedade actual.
Elas permitem comunicarmos com pessoas do outro lado do mundo, comprarmos produtos pela Internet, visitar salas de exposições, assistir a videoconferências na nossa própria casa. Existe a designação de aldeia global, pois a informação está ao alcance de todos onde quer que estejamos em cada canto no mundo. Contudo esta situação é reprodutora de desigualdades porque os países desenvolvidos são os que possuem meios tecnologicamente desenvolvidos ao contrário dos países mais pobres.
Em todo o mundo a tecnologia é utilizada no quotidiano dos cidadãos e a escola tem que caminhar paralelamente ao avanço da sociedade. A globalização está relacionada com a educação. A escola não pode continuar a ser uma instituição descentralizada para passar a ser uma instituição globalizada, contribuindo para aumentar a eficácia no ensino.
As mudanças na escola são sempre mais lentas do que as da sociedade, no entanto, as novas tecnologias estão a adquirir maior presença nas escolas pois tem que haver uma transformação. Elas têm um potencial enorme e podem mesmo ser implementadas desde o pré-escolar porque as crianças desta idade já possuem capacidades para se adaptarem às novas tecnologias.
Cada vez mais, impõe-se aos alunos, futuros cidadãos na vida de trabalho da sociedade, que adquiram continuadamente conhecimento, não de uma forma memorística mas construtivista para não se esquecerem rapidamente do que aprendem. O ensino tem que mudar na medida em que se devem desenvolver destrezas para o acesso à informação, em vez de se fomentar a reprodução de conhecimentos sem sentido.
Os alunos têm de ser preparados a procurar por eles próprios a informação, valorizá-la, fazerem a sua devida análise para depois a estruturarem, incorporando-a nos conhecimentos que já possuem. Este processo é adquirido através da prática num processo de reflexão e autocrítica.
É necessário uma reflexão sobre esta nova realidade, desde a teoria até à prática que ajude a compreender o papel das TIC nas diferentes áreas disciplinares. Elas também são essenciais para serem trabalhadas com alunos com necessidades educativas especiais ou dificuldades de aprendizagem.
Contudo, a escola actual, incluindo as universidades, não estão preparadas para a mudança. Tem que se mudar o modo de actuação dos professores em relação à aquisição e organização do conhecimento. Alguns professores consideram que o uso de computadores na escola está relacionado com o uso de meios didácticos, contudo, esta não é a melhor concepção pois seu uso está relacionado com o modo como manipulamos a informação e assim vamos construindo o nosso conhecimento. Muitos não estão capacitados para ensinar a utilização de meios que eles próprios desconhecem. Por vezes, impedem ou limitam os alunos a pesquisar informação e não permitem a existência de opiniões contrárias.
Assim, é necessário apostar-se na formação dos professores e os centros educativos têm de possuir recursos e formação actualizada para acompanharem as mudanças tecnológicas e deste modo as escolas funcionarem em função das mudanças sociais.
Bibliografia:
BARTOLOMÉ, Antonio (2002). “Sociedade del conocimiento, sociedad de la información, escuela” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 13-30.
Elas permitem comunicarmos com pessoas do outro lado do mundo, comprarmos produtos pela Internet, visitar salas de exposições, assistir a videoconferências na nossa própria casa. Existe a designação de aldeia global, pois a informação está ao alcance de todos onde quer que estejamos em cada canto no mundo. Contudo esta situação é reprodutora de desigualdades porque os países desenvolvidos são os que possuem meios tecnologicamente desenvolvidos ao contrário dos países mais pobres.
Em todo o mundo a tecnologia é utilizada no quotidiano dos cidadãos e a escola tem que caminhar paralelamente ao avanço da sociedade. A globalização está relacionada com a educação. A escola não pode continuar a ser uma instituição descentralizada para passar a ser uma instituição globalizada, contribuindo para aumentar a eficácia no ensino.
As mudanças na escola são sempre mais lentas do que as da sociedade, no entanto, as novas tecnologias estão a adquirir maior presença nas escolas pois tem que haver uma transformação. Elas têm um potencial enorme e podem mesmo ser implementadas desde o pré-escolar porque as crianças desta idade já possuem capacidades para se adaptarem às novas tecnologias.
Cada vez mais, impõe-se aos alunos, futuros cidadãos na vida de trabalho da sociedade, que adquiram continuadamente conhecimento, não de uma forma memorística mas construtivista para não se esquecerem rapidamente do que aprendem. O ensino tem que mudar na medida em que se devem desenvolver destrezas para o acesso à informação, em vez de se fomentar a reprodução de conhecimentos sem sentido.
Os alunos têm de ser preparados a procurar por eles próprios a informação, valorizá-la, fazerem a sua devida análise para depois a estruturarem, incorporando-a nos conhecimentos que já possuem. Este processo é adquirido através da prática num processo de reflexão e autocrítica.
É necessário uma reflexão sobre esta nova realidade, desde a teoria até à prática que ajude a compreender o papel das TIC nas diferentes áreas disciplinares. Elas também são essenciais para serem trabalhadas com alunos com necessidades educativas especiais ou dificuldades de aprendizagem.
Contudo, a escola actual, incluindo as universidades, não estão preparadas para a mudança. Tem que se mudar o modo de actuação dos professores em relação à aquisição e organização do conhecimento. Alguns professores consideram que o uso de computadores na escola está relacionado com o uso de meios didácticos, contudo, esta não é a melhor concepção pois seu uso está relacionado com o modo como manipulamos a informação e assim vamos construindo o nosso conhecimento. Muitos não estão capacitados para ensinar a utilização de meios que eles próprios desconhecem. Por vezes, impedem ou limitam os alunos a pesquisar informação e não permitem a existência de opiniões contrárias.
Assim, é necessário apostar-se na formação dos professores e os centros educativos têm de possuir recursos e formação actualizada para acompanharem as mudanças tecnológicas e deste modo as escolas funcionarem em função das mudanças sociais.
Bibliografia:
BARTOLOMÉ, Antonio (2002). “Sociedade del conocimiento, sociedad de la información, escuela” in ALÀS, Anselm et al. Las Tecnologías de la Información y de la comunicación en la escuela. Barcelona: Editorial Graó. pp: 13-30.
domingo, 20 de abril de 2008
Curiosidades: Dia Internacional da Internet – 17 de Maio
Nas pesquisas realizadas para a construção deste blogue, descobri que no dia 17 de Maio se comemora o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação - o Dia da Internet.Esta data foi criada com o aval das Nações Unidas e neste dia simbólico, promovem-se vários eventos com o intuito de se fomentar a reflexão sobre as potencialidades das novas tecnologias na vida dos cidadãos.
Na minha opinião, a Internet assume um papel preponderante em termos sociais, educativos, informativos e culturais na era em que vivemos, passando a constituir-se como um dos meios mais abrangentes e rápidos de transmissão de dados a distâncias muito consideráveis.
Assim, devido à importância da Internet nos dias de hoje, é fundamental haver a realização deste tipo de iniciativas com vista à promoção das novas tecnologias. O nosso país aderiu a esta iniciativa que já conta com a participação de 22 países, na sua maioria de língua oficial castelhana.
sábado, 19 de abril de 2008
É este o tão famigerado Choque Tecnológico?
“As escolas públicas portuguesas têm um computador com acesso à Internet para cada 13 alunos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação.
Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado em Janeiro do ano passado revelava que Portugal apresentava uma taxa de utilização de computadores na escola entre as mais baixas”.
Fonte: Jornal Público de 8 de Janeiro de 2007
Caros/as colegas de curso / visitantes deste blogue:
Encontrei esta notícia nos ficheiros de informação de um famoso jornal diário que todos nós conhecemos. A notícia foi publicada há mais de um ano e relata que segundo um estudo oficial, as nossas escolas possuem grandes carências a nível de material informático.
E agora questiono se depois de um ano houve alguma alteração a esta realidade numa época em que tanto se fala de planos tecnológicos para a educação de modo a contribuir para a modernização das escolas portuguesas.
Pela minha experiência profissional, estou a leccionar em três escolas do 1º Ciclo no concelho de Vila Nova de Gaia, nas quais são raras as salas de aula que têm um computador. Por outro lado, nas salas onde existe um computador, este está avariado ou mal funciona e o acesso à Internet é quase impossível. A par das novas tecnologias a Câmara de Vila Nova de Gaia contratou professores de informática para leccionar no prolongamento do horário lectivo, mas o seu número é insuficiente e também são poucas as escolas onde os alunos podem ter as aulas de informática, devido às condições de escassez de materiais informáticos.
Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado em Janeiro do ano passado revelava que Portugal apresentava uma taxa de utilização de computadores na escola entre as mais baixas”.
Fonte: Jornal Público de 8 de Janeiro de 2007
Caros/as colegas de curso / visitantes deste blogue:
Encontrei esta notícia nos ficheiros de informação de um famoso jornal diário que todos nós conhecemos. A notícia foi publicada há mais de um ano e relata que segundo um estudo oficial, as nossas escolas possuem grandes carências a nível de material informático.
E agora questiono se depois de um ano houve alguma alteração a esta realidade numa época em que tanto se fala de planos tecnológicos para a educação de modo a contribuir para a modernização das escolas portuguesas.
Pela minha experiência profissional, estou a leccionar em três escolas do 1º Ciclo no concelho de Vila Nova de Gaia, nas quais são raras as salas de aula que têm um computador. Por outro lado, nas salas onde existe um computador, este está avariado ou mal funciona e o acesso à Internet é quase impossível. A par das novas tecnologias a Câmara de Vila Nova de Gaia contratou professores de informática para leccionar no prolongamento do horário lectivo, mas o seu número é insuficiente e também são poucas as escolas onde os alunos podem ter as aulas de informática, devido às condições de escassez de materiais informáticos.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
As TIC no ensino-aprendizagem das Línguas
"A utilização das TIC no ensino-aprendizagem de línguas: o projecto Galanet no contexto europeu de promoção da intercompreensão em Línguas Românicas. O caso do PLE".
A abordagem do conceito "Novas tecnologias, novos horizontes em Português Língua Estrangeira" coloca o desafio de (re)pensar o adjectivo "novo". "Novos horizontes" poderão ser vislumbrados se pensarmos as TIC não como solução para todos os problemas que afectam o ensino-aprendizagem, mas como instrumento ao serviço do desenvolvimento de competências e de predisposições sócio-afectivas em relação à aprendizagem.
Como é que as TIC e, mais precisamente, um projecto que pretende multiplicar situações de contacto plurilingue romanófono (em chat, fóruns e e-mail), pode predispor os aprendentes para a aprendizagem do Português Língua Estrangeira? E que competência pode desenvolver nos seus utilizadores/usuários?
Pensou-se mais concretamente, no confronto dos aprendentes com estereótipos e imagens acerca do Português (que é a nossa língua, nos caracteriza e nos define) e dos seus falantes com incompreensões mas também com a curiosidade e o desejo de conhecer a diversidade linguística e cultural do espaço lusófono.
Resumidamente, Galanet é uma plataforma de aprendizagem colaborativa (mas não de e-learning), que, para além de espaços de auto-formação em diferentes LR (espaços "recursos linguísticos" e "módulos de auto-formação"), integra diferentes instrumentos de comunicação electrónica, através dos quais promove a interacção entre falantes hispanófonos, lusófonos, francófonos e italófonos, com vista à realização de uma tarefa comum (a edição de um dossier de imprensa).
Mais informações disponíveis no site http://www.galanet.be/
Fonte:
Sílvia MeloL@LE - Laboratório Aberto para a Aprendizagem de Línguas Estrangeiras
A abordagem do conceito "Novas tecnologias, novos horizontes em Português Língua Estrangeira" coloca o desafio de (re)pensar o adjectivo "novo". "Novos horizontes" poderão ser vislumbrados se pensarmos as TIC não como solução para todos os problemas que afectam o ensino-aprendizagem, mas como instrumento ao serviço do desenvolvimento de competências e de predisposições sócio-afectivas em relação à aprendizagem.
Como é que as TIC e, mais precisamente, um projecto que pretende multiplicar situações de contacto plurilingue romanófono (em chat, fóruns e e-mail), pode predispor os aprendentes para a aprendizagem do Português Língua Estrangeira? E que competência pode desenvolver nos seus utilizadores/usuários?
Pensou-se mais concretamente, no confronto dos aprendentes com estereótipos e imagens acerca do Português (que é a nossa língua, nos caracteriza e nos define) e dos seus falantes com incompreensões mas também com a curiosidade e o desejo de conhecer a diversidade linguística e cultural do espaço lusófono.
Resumidamente, Galanet é uma plataforma de aprendizagem colaborativa (mas não de e-learning), que, para além de espaços de auto-formação em diferentes LR (espaços "recursos linguísticos" e "módulos de auto-formação"), integra diferentes instrumentos de comunicação electrónica, através dos quais promove a interacção entre falantes hispanófonos, lusófonos, francófonos e italófonos, com vista à realização de uma tarefa comum (a edição de um dossier de imprensa).
Mais informações disponíveis no site http://www.galanet.be/
Fonte:
Sílvia MeloL@LE - Laboratório Aberto para a Aprendizagem de Línguas Estrangeiras
Departamento de Didáctica e Tecnologia EducativaUniversidade de Aveiro - Portugal
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Mapas conceptuais – Etapas e vantagens no ensino
De uma forma sucinta, apresento os passos mais importantes para a elaboração de um mapa conceptual e as suas vantagens, de acordo com a generalidade das leituras que tenho consumado:
- Definir uma pergunta inicial pertinente e palavras-chave;
- Localizar os conceitos (anotar os principais temas ou conceitos acerca do tópico);
- Identificar os termos mais gerais, os intermédios e os específicos (segundo uma hierarquia);
- Delinear uma ligação entre os conceitos escolhidos para que tenham sentido;
- Começar a construir o mapa com o conceito mais geral no topo e colocar a seguir os conceitos intermédios e específicos (de cima para baixo);
- Fazer uma revisão e refazer o mapa;
- Preparar o mapa de conceitos final.
Vantagens:
- Apresentam os conceitos que facilitam a aprendizagem numa hierarquia de inclusividade, promovendo uma integração dos mesmos;
- Permitem a visualização dos conceitos chave e suas inter-relações;
- Clarificam os conceitos difíceis e mais gerais numa ordem sistemática;
- Fomentam aprendizagens significativas;
- Consolidam a aprendizagem por parte dos alunos;
- Promovem a compreensão do aluno e as estratégias de mediação do professor, na tentativa de compreender o que o aluno está a pensar e o que aprendeu;
- Auxiliam o professor a manter-se mais atento às palavras principais e relações entre elas, ajudando-o a ter uma imagem geral e clara dos tópicos e suas relações;
- Ajudam o professor na avaliação do processo de ensino (a aprendizagem do aluno, alcance dos objectivos, compreensão dos conceitos e suas interligações, entre outros aspectos);
- Enfatizam a estrutura de uma disciplina no seu desenvolvimento;
- Reforçam a importância de uma educação informatizada, existindo programas de software próprios para a sua construção. Exemplo: o programa IHMC Cmap tools.
- Definir uma pergunta inicial pertinente e palavras-chave;
- Localizar os conceitos (anotar os principais temas ou conceitos acerca do tópico);
- Identificar os termos mais gerais, os intermédios e os específicos (segundo uma hierarquia);
- Delinear uma ligação entre os conceitos escolhidos para que tenham sentido;
- Começar a construir o mapa com o conceito mais geral no topo e colocar a seguir os conceitos intermédios e específicos (de cima para baixo);
- Fazer uma revisão e refazer o mapa;
- Preparar o mapa de conceitos final.
Vantagens:
- Apresentam os conceitos que facilitam a aprendizagem numa hierarquia de inclusividade, promovendo uma integração dos mesmos;
- Permitem a visualização dos conceitos chave e suas inter-relações;
- Clarificam os conceitos difíceis e mais gerais numa ordem sistemática;
- Fomentam aprendizagens significativas;
- Consolidam a aprendizagem por parte dos alunos;
- Promovem a compreensão do aluno e as estratégias de mediação do professor, na tentativa de compreender o que o aluno está a pensar e o que aprendeu;
- Auxiliam o professor a manter-se mais atento às palavras principais e relações entre elas, ajudando-o a ter uma imagem geral e clara dos tópicos e suas relações;
- Ajudam o professor na avaliação do processo de ensino (a aprendizagem do aluno, alcance dos objectivos, compreensão dos conceitos e suas interligações, entre outros aspectos);
- Enfatizam a estrutura de uma disciplina no seu desenvolvimento;
- Reforçam a importância de uma educação informatizada, existindo programas de software próprios para a sua construção. Exemplo: o programa IHMC Cmap tools.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Possível pertinência da construção de Mapas Conceptuais no estudo prático da minha tese
Como professora do 1º Ciclo do Ensino Básico, considero de extrema importância a construção de mapas conceptuais em todas as áreas curriculares, nomeadamente na disciplina de Estudo do Meio, pois pretendo desenvolver a minha tese de Doutoramento sobre o Ensino Experimental das Ciências.
Nas pesquisas bibliográficas que tenho realizado para os trabalhos do presente ano curricular, encontrei um livro (que a seguir faço referência), editado pelo Ministério da Educação, onde os especialistas destacam a importância dos Mapas Conceptuais para a planificação de actividades práticas de Ciências e Estruturação Conceptual.
Considero que foi extremamente enriquecedora, a construção de um mapa conceptual no seminário, pois orientou a minha pesquisa e curiosidade em querer investigar mais sobre a pertinência dos mesmos, para que no futuro, possa eventualmente utilizá-los com os meus alunos na realização do estudo prático da minha tese.
Nas pesquisas bibliográficas que tenho realizado para os trabalhos do presente ano curricular, encontrei um livro (que a seguir faço referência), editado pelo Ministério da Educação, onde os especialistas destacam a importância dos Mapas Conceptuais para a planificação de actividades práticas de Ciências e Estruturação Conceptual.
Considero que foi extremamente enriquecedora, a construção de um mapa conceptual no seminário, pois orientou a minha pesquisa e curiosidade em querer investigar mais sobre a pertinência dos mesmos, para que no futuro, possa eventualmente utilizá-los com os meus alunos na realização do estudo prático da minha tese.
Os Mapas Conceptuais no ensino das Ciências
No âmbito da generalização do Ensino Experimental das Ciências, o Ministério da Educação implementou um programa de formação para os professores do 1º Ciclo do ensino Básico.
Este programa visa a utilização de mapas de conceitos como recursos para (re)conceptualizar actividades experimentais e conceitos relacionados com as perspectivas e orientações relacionadas com a construção dos MC no ensino das Ciências. Este programa abrange várias sessões, durante as quais os professores intervenientes constroem mapas conceptuais ao longo de um processo de interpretações, discussões, conclusões e partilha de ideias entre todos.
Muitos professores reconhecem o potencial dos mapas conceptuais para a clarificação de conceitos e investigação, apesar de ser uma novidade a sua utilização. Os Mapas Conceptuais podem representar uma síntese de um tema ou questão, sendo bastante úteis para centrar a atenção nos aspectos principais e o seu processo de planeamento relaciona-se com processos de construção e explicação. Podem ser usados como um instrumento de avaliação, resumo de uma aprendizagem ou como um processo organizativo das aprendizagens.
Estes instrumentos revelaram-se muito úteis pois aprofundam e ajudam a compreender algumas das tendências actuais no ensino das Ciências.
Sintetizando, os aspectos e perspectivas do trabalho prático experimental, definem traços relacionados com os mapas de conceitos. Eles são construídos para o desenvolvimento de percursos experimentais como a organização, sequência e calendarização de actividades, havendo a pretensão de promover a articulação e a integração do conhecimento teórico-conceptual dos alunos.
Bibliografia:
- DGEBS: Ensino Experimental das Ciências (2000). Materiais Didácticos I, Departamento do Ensino Secundário.
Este programa visa a utilização de mapas de conceitos como recursos para (re)conceptualizar actividades experimentais e conceitos relacionados com as perspectivas e orientações relacionadas com a construção dos MC no ensino das Ciências. Este programa abrange várias sessões, durante as quais os professores intervenientes constroem mapas conceptuais ao longo de um processo de interpretações, discussões, conclusões e partilha de ideias entre todos.
Muitos professores reconhecem o potencial dos mapas conceptuais para a clarificação de conceitos e investigação, apesar de ser uma novidade a sua utilização. Os Mapas Conceptuais podem representar uma síntese de um tema ou questão, sendo bastante úteis para centrar a atenção nos aspectos principais e o seu processo de planeamento relaciona-se com processos de construção e explicação. Podem ser usados como um instrumento de avaliação, resumo de uma aprendizagem ou como um processo organizativo das aprendizagens.
Estes instrumentos revelaram-se muito úteis pois aprofundam e ajudam a compreender algumas das tendências actuais no ensino das Ciências.
Sintetizando, os aspectos e perspectivas do trabalho prático experimental, definem traços relacionados com os mapas de conceitos. Eles são construídos para o desenvolvimento de percursos experimentais como a organização, sequência e calendarização de actividades, havendo a pretensão de promover a articulação e a integração do conhecimento teórico-conceptual dos alunos.
Bibliografia:
- DGEBS: Ensino Experimental das Ciências (2000). Materiais Didácticos I, Departamento do Ensino Secundário.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Os Mapas Conceptuais - importância no ensino
Como instrumentos de ensino, os Mapas Conceptuais são diagramas hierárquicos que visam a representação de uma estrutura conceptual, de acordo com um conjunto de conhecimentos. São instrumentos simples, bastante inovadores do ponto de vista educacional e do currículo, indicando os conceitos e as relações entre os mesmos. Constituem uma importante estratégia metacognitiva, levando os alunos a pensarem por eles, a serem capazes de aprender com os seus próprios trabalhos e construções.
Existem várias formas de construir mapas conceptuais, ou seja, diferentes maneiras de elaborar os seus conceitos e relações num diagrama. Estão ligados com as relações significativas entre conceitos, na forma de proposições mais importantes e tentam evidenciar os significados conceptuais subjacentes, utilizando uma linguagem explícita e concisa.
Os mapas conceptuais embora tenham sido usados pela primeira vez por Joseph Novak, têm a sua fundamentação teórica na teoria de Ausubel, um psicólogo educacional. Embora Ausubel não fale em mapas conceptuais de uma forma directa, eles decorrem da sua teoria. Ele foi um autor que se centrava na teoria da aprendizagem significativa e considera que esta ocorre quando uma nova informação se fixa em conceitos que existem na estrutura cognitiva do aprendiz. A sua teoria é cognitiva, procurando explicar teoricamente o processo de aprendizagem segundo uma linha cognitivista/ construtivista. De acordo com este autor, numa estrutura conceptual, os conceitos mais gerais e inclusivos são colocados no topo dos mapas, depois encontram-se os conceitos intermédios, menos abrangentes e na parte final os conceitos específicos ou pouco inclusivos, existindo assim, uma hierarquia entre os conceitos.
De um modo geral, os mapas conceptuais podem ser usados como instrumentos de avaliação da aprendizagem, como recurso de ensino ou de análise e planeamento do currículo.
Relativamente ao primeiro aspecto, existem neles muitas potencialidades como instrumentos de avaliação. Nesta avaliação através de mapas conceptuais, é importante avaliar o que aluno sabe em termos conceptuais, ou seja, como ele hierarquiza, relaciona, diferencia, estrutura e integra conceitos de determinada disciplina / unidade de estudo.
Como recurso de ensino, os mapas conceptuais podem ser usados para mostrar as relações hierárquicas significativas entre os conceitos envolvidos numa aula, numa unidade de estudos ou curso inteiro. Assim, destacam relações de hierarquia entre conceitos que afectam os mesmos e por tal, são facilitadores de aprendizagens significativas. Os mapas conceptuais podem ser usados nas mais diversas áreas ou disciplinas e na escola e o professor deve ajudar os alunos a traçarem os seus próprios mapas. A sua elaboração consiste numa técnica de análise para ilustrar uma estrutura conceptual.
No que diz respeito à análise e planeamento do currículo, os mapas conceptuais abrangem vários níveis, tendo em conta o que está a ser considerado. Eles permitem mostrar de uma forma pormenorizada, os conhecimentos, ordenando e relacionando os conceitos.
Em síntese, não há dúvidas de que os mapas conceptuais têm grandes potencialidades no processo de ensino-aprendizagem, facilitando aprendizagens significativas e a construção de conhecimentos de uma forma não mecânica. Constituem uma técnica que não se baseia no ensino transmissivo e são de carácter essencialmente qualitativo. O professor pode usá-los como recursos didácticos visando representar a estrutura conceptual de um corpo de conhecimentos nos alunos. Podem ser extremamente úteis para um bom planeamento do currículo ao abrangerem conceitos abrangentes, unificadores e integradores das aprendizagens.
Bibliografia:
MOREIRA, Marco; BUCHWEITZ, Bernardo (1993). Novas Estratégias de Ensino e Aprendizagem: Os Mapas Conceptuais e o Vê Epistemológico. Amadora: Plátano Editora.
Existem várias formas de construir mapas conceptuais, ou seja, diferentes maneiras de elaborar os seus conceitos e relações num diagrama. Estão ligados com as relações significativas entre conceitos, na forma de proposições mais importantes e tentam evidenciar os significados conceptuais subjacentes, utilizando uma linguagem explícita e concisa.
Os mapas conceptuais embora tenham sido usados pela primeira vez por Joseph Novak, têm a sua fundamentação teórica na teoria de Ausubel, um psicólogo educacional. Embora Ausubel não fale em mapas conceptuais de uma forma directa, eles decorrem da sua teoria. Ele foi um autor que se centrava na teoria da aprendizagem significativa e considera que esta ocorre quando uma nova informação se fixa em conceitos que existem na estrutura cognitiva do aprendiz. A sua teoria é cognitiva, procurando explicar teoricamente o processo de aprendizagem segundo uma linha cognitivista/ construtivista. De acordo com este autor, numa estrutura conceptual, os conceitos mais gerais e inclusivos são colocados no topo dos mapas, depois encontram-se os conceitos intermédios, menos abrangentes e na parte final os conceitos específicos ou pouco inclusivos, existindo assim, uma hierarquia entre os conceitos.
De um modo geral, os mapas conceptuais podem ser usados como instrumentos de avaliação da aprendizagem, como recurso de ensino ou de análise e planeamento do currículo.
Relativamente ao primeiro aspecto, existem neles muitas potencialidades como instrumentos de avaliação. Nesta avaliação através de mapas conceptuais, é importante avaliar o que aluno sabe em termos conceptuais, ou seja, como ele hierarquiza, relaciona, diferencia, estrutura e integra conceitos de determinada disciplina / unidade de estudo.
Como recurso de ensino, os mapas conceptuais podem ser usados para mostrar as relações hierárquicas significativas entre os conceitos envolvidos numa aula, numa unidade de estudos ou curso inteiro. Assim, destacam relações de hierarquia entre conceitos que afectam os mesmos e por tal, são facilitadores de aprendizagens significativas. Os mapas conceptuais podem ser usados nas mais diversas áreas ou disciplinas e na escola e o professor deve ajudar os alunos a traçarem os seus próprios mapas. A sua elaboração consiste numa técnica de análise para ilustrar uma estrutura conceptual.
No que diz respeito à análise e planeamento do currículo, os mapas conceptuais abrangem vários níveis, tendo em conta o que está a ser considerado. Eles permitem mostrar de uma forma pormenorizada, os conhecimentos, ordenando e relacionando os conceitos.
Em síntese, não há dúvidas de que os mapas conceptuais têm grandes potencialidades no processo de ensino-aprendizagem, facilitando aprendizagens significativas e a construção de conhecimentos de uma forma não mecânica. Constituem uma técnica que não se baseia no ensino transmissivo e são de carácter essencialmente qualitativo. O professor pode usá-los como recursos didácticos visando representar a estrutura conceptual de um corpo de conhecimentos nos alunos. Podem ser extremamente úteis para um bom planeamento do currículo ao abrangerem conceitos abrangentes, unificadores e integradores das aprendizagens.
Bibliografia:
MOREIRA, Marco; BUCHWEITZ, Bernardo (1993). Novas Estratégias de Ensino e Aprendizagem: Os Mapas Conceptuais e o Vê Epistemológico. Amadora: Plátano Editora.
Apresentação inicial
A construção do presente blogue foi realizada no âmbito da disciplina Elaboração de Materiais Curriculares em Suportes Multimédia, leccionada pela docente Adriana Gewerc Barujel.
Actualmente como vivemos na era das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), torna-se fundamental a criação de espaços de reflexão, de formação interactiva, de partilha de ideias e conhecimentos tal como é minha intenção tornar este espaço.
Na minha opinião, a utilização de blogues tem diversas potencialidades num mundo educativo, onde as TIC se constituem cada vez mais como ferramentas indispensáveis à vida de todos os professores, quer em contexto de formação quer no desempenho profissional.
Desta forma, deixo o convite a todos os visitantes, para participarem neste meu trabalho, pois pretendo torná-lo um espaço aberto à partilha e riqueza de ideias.
Desde já, obrigada a todos pelos seus futuros contributos.
Actualmente como vivemos na era das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), torna-se fundamental a criação de espaços de reflexão, de formação interactiva, de partilha de ideias e conhecimentos tal como é minha intenção tornar este espaço.
Na minha opinião, a utilização de blogues tem diversas potencialidades num mundo educativo, onde as TIC se constituem cada vez mais como ferramentas indispensáveis à vida de todos os professores, quer em contexto de formação quer no desempenho profissional.
Desta forma, deixo o convite a todos os visitantes, para participarem neste meu trabalho, pois pretendo torná-lo um espaço aberto à partilha e riqueza de ideias.
Desde já, obrigada a todos pelos seus futuros contributos.
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