segunda-feira, 28 de abril de 2008

Os alunos e os computadores

O aparecimento do computador e a sua maior utilização pelos alunos, originou na escola uma mudança adaptativa, no sentido da inclusão das tecnologias no processo de ensino e no desenvolvimento das práticas pedagógicas. Actualmente, existe a necessidade de se utilizarem pedagogias mais activas que atribuam aos alunos um papel principal e que o ensino esteja mais relacionado com problemas da vida real e do quotidiano. Neste enquadramento, as novas tecnologias são uma opção viável para ajudar as práticas lectivas, visando constantes interacções sociais no processo de ensino-aprendizagem.
A difusão dos computadores nos estabelecimentos escolares esteve relacionada com a informatização da sociedade. No início as novas tecnologias foram introduzidas na escola e apenas houve o aparecimento de aulas de informática, não havendo a alteração das práticas nem dos currículos. Depois com a evolução deixaram de ser objecto de ensino para se tornarem instrumentos de aprendizagem e integraram-se nas práticas pedagógicas mais acentuadamente.
Nos dias de hoje, as novas tecnologias são utilizadas em prol de projectos pedagógicos na aprendizagem das disciplinas tradicionais, como as letras, ciências, línguas, entre outras. Estas disciplinas podem ser ensinadas através de programas que são concebidos através de ferramentas genéricas, como processamentos de texto, folhas de cálculo, etc.
Ler, escrever e contar são os três pilares da aprendizagem e existem ferramentas informáticas neste domínio. Foram criados programas para apoiar o ensino e ajudar os alunos a assimilar a matéria. Existem três aspectos centrais da aprendizagem: o que é aprender e o que é conhecer (diz respeito à aprendizagem propriamente dita); como é que se aprende (relaciona-se com o processo de desenvolvimento da pessoa e da construção dos conhecimentos) e por último, como é que se aprende (pois a aprendizagem é um acto social).
É pertinente o contacto das crianças em idade pré-escolar com o computador para a iniciação à escrita e leitura. O uso do computador permite o desenvolvimento de capacidades motoras e cognitivas através de novos meios mais atractivos e até mesmo, favorece a aprendizagem nos alunos com mais dificuldades.
Além de ser um instrumento de ensino e de aprendizagem, o computador é também uma ferramenta da administração e vida escolar. Os professores utilizam cada vez mais o computador para orientar e ilustrar as suas aulas.
A interacção entre o aluno e o computador permite adaptar com mais precisão o ensino às necessidades individuais de cada aluno e permite que o professor possa realizar um acompanhamento personalizado da progressão do aluno. No entanto, existe o risco de o professor ser substituído por uma máquina no futuro com o conceito de “computador-professor”.
As crianças manuseiam muito facilmente as ferramentas tecnológicas pois não têm inibição e são curiosas com o mundo envolvente. A iniciação do contacto das crianças com instrumentos do dia-a-dia é considerada uma exigência social mas se o aluno se estiver sozinho à frente de um ecrã ou de um manual escolar e não tiver orientação, facilmente ficará desmotivado e sente-se isolado. É importante que o professor acompanhe e oriente o trabalho dos alunos, mantendo por outro lado, um certo equilíbrio entre os alunos e o tempo que passam à frente do computador. Muitos alunos ficam fascinados por videojogos ou pelos motores de busca na Internet e utilizam excessivamente o computador, ficando mesmo dependentes do uso do mesmo.

Bibliografia:
LAJUS, Serge; MAGNIER, Marielle (1999). A Escola na Era da Internet: Os desafios do Multimédia na Educaçao, Lisboa: Instituto Piaget.

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